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9 de abril de 2026

Crédito imobiliário deve crescer até 15% e bater recorde em 2026, dizem bancos

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Matéria da EXAME destaca que a Caixa projeta o melhor ano de sua história na concessão de financiamentos, e o Bradesco estima uma expansão de 10% a 15% no mercado como um todo
 
O crédito imobiliário deve ganhar tração em 2026, com expectativa de crescimento relevante e até recorde histórico no país, segundo executivos de dois dos maiores players de crédito imobiliário no país. Enquanto a Caixa projeta o melhor ano de sua história na concessão de financiamentos, o Bradesco estima uma expansão de 10% a 15% no mercado como um todo, sinalizando um cenário mais favorável após um início ainda tímido na avaliação do banco.

Pela Caixa, segundo o diretor-executivo de habitação, Roberto Ceratto, o desempenho já observado no início do ano, combinado com ajustes recentes na política de crédito, já foram positivo, ao contrário do Bradesco .

"Há um crescimento bastante relevante e a nossa expectativa é termos o melhor ano da história do crédito imobiliário na Caixa e possivelmente no país", afirmou nesta quarta-feira, 8, durante o segundo dia da 12ª edição do Brazil Investment Forum, evento do Bradesco BBI.

Ceratto atribui esse avanço a medidas como a ampliação das condições para aquisição de um segundo imóvel, a elevação de tetos de financiamento e o retorno de operações no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

No ano passado, o banco lançou uma nova linha de crédito voltada à habitação popular, com foco em imóveis de até R$ 350 mil, dentro do Programa Apoio à Produção, utilizando recursos livres para financiar construtoras.
Mais recentemente, no mês passado, retomou o financiamento de imóveis acima de R$ 2,25 milhões para pessoas físicas via Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

"Todas essas medidas trouxeram aí um incremento bastante importante nesse primeiro trimestre", disse Ceratto.
O executivo também ponderou que o comportamento dos juros segue como variável-chave, ainda que com perspectivas de estabilidade no curto prazo.

"Falar do mercado de juros é complexo, salvo se houver mudanças mais disruptivas no processo de redução de taxa, eu acredito que a gente deva continuar ao longo do ano mais ou menos nesse patamar", disse, destacando que a estratégia da Caixa é manter taxas competitivas, alinhadas ao custo de captação.

Bradesco projeta expansão de até 15%
Do lado do Bradesco, a leitura é igualmente construtiva, mas com foco na trajetória de aceleração ao longo do ano. O diretor de Crédito Imobiliário do banco, Romero Albuquerque, projeta expansão relevante do mercado em 2026, em linha com dados da associação do setor.

"Prevemos esse ano, na média, 10% a 15% maior do que foi 2025", afirmou. Albuquerque ressalta, porém, que os dados iniciais ainda não capturam plenamente essa tendência.

Mas a expectativa, segundo o diretor, é de que o ritmo ganhe tração com a combinação de demanda reprimida e um ambiente de juros mais favorável às decisões de longo prazo. Nesse contexto, o executivo também reforça o potencial estrutural do setor no Brasil, ainda abaixo em relação a outras economias.

No ano passado, a carteira de crédito imobiliário somada de Caixa e Bradesco supera R$ 1 trilhão, mas representa cerca de 10% do PIB, patamar considerado baixo em comparação internacional, o que sugere espaço relevante para expansão.

Fonte: Exame

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