ABRAINC NEWS

23 de abril de 2026

ABRAINC Explica: novas regras do MCMV ampliam renda, reduzem juros e elevam teto dos imóveis

Compartilhar:


Atualização do programa passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil e amplia valores financiáveis, com impacto direto no acesso ao crédito

O Conselho Curador do FGTS aprovou a atualização das regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ampliando os limites de renda e os valores máximos dos imóveis financiáveis em algumas faixas. A medida aumenta o alcance do programa e pode beneficiar cerca de 6,4 milhões de famílias, segundo estimativa da ABRAINC com base na PNAD Contínua.

Na prática, as mudanças permitem que mais famílias tenham acesso ao financiamento habitacional e possibilitam o reenquadramento em faixas com condições melhores, especialmente com juros mais baixos.

Os novos valores já estão vigentes para contratações na CAIXA e Banco do Brasil desde 22 de abril.

Veja como ficam as faixas, com os novos limites de renda, comparação com os valores anteriores, taxas de juros e teto dos imóveis:

  • Faixa 1 (até R$ 3.200 | antes: R$ 2.850)
As taxas de juros variam entre 4,00% e 4,50% ao ano, podendo chegar a cerca de 4,75% nas rendas mais próximas do teto. A atualização criou uma nova subfaixa interna, reduzindo ainda mais os juros para as famílias de menor renda. O valor máximo do imóvel foi mantido (até R$ 275 mil, conforme a região). Com a mudança, famílias com renda próxima de R$ 3 mil, que antes estavam na Faixa 2, passam a acessar essas condições mais vantajosas.

  • Faixa 2 (até R$ 5.000 | antes: R$ 4.700)
Atende famílias com renda intermediária, com juros entre 4,75% e 6,50% ao ano. Assim como na Faixa 1, o teto do valor do imóvel foi mantido (até R$ 275 mil, dependendo da localidade). 

  • Faixa 3 (até R$ 9.600 | antes: R$ 8.600)
Para famílias de renda mais elevada dentro do programa, os juros partem de cerca de 7,66% ao ano. Aqui houve uma mudança importante: o teto do imóvel foi ampliado de R$ 350 mil para R$ 400 mil, aumentando o número de unidades disponíveis para financiamento.

  • Faixa 4 – Classe Média (até R$ 13.000 | antes: R$ 12.000)
É a principal ampliação do programa, consolidando a entrada da classe média. As taxas de juros ficam em torno de 10,00% ao ano. O teto do imóvel também foi elevado, passando de R$ 500 mil para R$ 600 mil, o que amplia significativamente as opções de compra para esse público.

O presidente da ABRAINC, Luiz França, destaca que “as mudanças ajudam a trazer mais previsibilidade para o setor e viabilizam o acesso à moradia ao recompor o poder de compra das famílias”. 

A expectativa é que a ampliação dos limites de renda e dos tetos de imóveis estimule lançamentos, gere empregos e movimente a cadeia da construção civil, acompanhando a realidade atual das famílias brasileiras e do mercado imobiliário.

Redação ABRAINC

Compartilhar:

Notícias relacionadas

29 de maio de 2026

Novas restrições no Campo de Marte podem gerar prejuízo de R$ 25 bilhões para São Paulo em dez anos

Estudo da ABRAINC em parceria com o Secovi aponta que mudanças na operação do aeroporto impactam 90% da produção imobi

Categoria:
28 de maio de 2026

ABRAINC participa de audiência pública no STJ sobre solução extrajudicial em ações de consumo

Tema 1396 discute se consumidores devem comprovar tentativa prévia de solução antes de ingressar com ação judicial

Categoria:
26 de maio de 2026

ABRAINC defende transição mínima de 60 meses para mudanças na escala 6x1

O presidente da ABRAINC, Luiz França, concedeu entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (25/05) sobre os possíveis impactos da proposta de fim da escala 6x1 para o setor de incorporação imobiliária.

Na aval

Categoria:
14 de maio de 2026

Em Brasília, ABRAINC alerta para riscos à sustentabilidade do FGTS em reunião no Ministério do Trabalho

A diretoria da ABRAINC cumpriu agenda em Brasília nesta quarta-feira (13/05), com o secretário do Ministério do Trabalho, Carlos Augusto, para manifestar preocupação com a proposta de uso de recursos do FGTS para o programa Desenrola 2

Categoria: