ABRAINC Explica: novas regras do MCMV ampliam renda, reduzem juros e elevam teto dos imóveis
Atualização do programa passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil e amplia valores financiáveis, com impacto direto no acesso ao crédito
O Conselho Curador do FGTS aprovou a atualização das regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ampliando os limites de renda e os valores máximos dos imóveis financiáveis em algumas faixas. A medida aumenta o alcance do programa e pode beneficiar cerca de 6,4 milhões de famílias, segundo estimativa da ABRAINC com base na PNAD Contínua.
Na prática, as mudanças permitem que mais famílias tenham acesso ao financiamento habitacional e possibilitam o reenquadramento em faixas com condições melhores, especialmente com juros mais baixos.
Os novos valores já estão vigentes para contratações na CAIXA e Banco do Brasil desde 22 de abril.
Veja como ficam as faixas, com os novos limites de renda, comparação com os valores anteriores, taxas de juros e teto dos imóveis:
- Faixa 1 (até R$ 3.200 | antes: R$ 2.850)
As taxas de juros variam entre 4,00% e 4,50% ao ano, podendo chegar a cerca de 4,75% nas rendas mais próximas do teto. A atualização criou uma nova subfaixa interna, reduzindo ainda mais os juros para as famílias de menor renda. O valor máximo do imóvel foi mantido (até R$ 275 mil, conforme a região). Com a mudança, famílias com renda próxima de R$ 3 mil, que antes estavam na Faixa 2, passam a acessar essas condições mais vantajosas.
- Faixa 2 (até R$ 5.000 | antes: R$ 4.700)
Atende famílias com renda intermediária, com juros entre 4,75% e 6,50% ao ano. Assim como na Faixa 1, o teto do valor do imóvel foi mantido (até R$ 275 mil, dependendo da localidade).
- Faixa 3 (até R$ 9.600 | antes: R$ 8.600)
Para famílias de renda mais elevada dentro do programa, os juros partem de cerca de 7,66% ao ano. Aqui houve uma mudança importante: o teto do imóvel foi ampliado de R$ 350 mil para R$ 400 mil, aumentando o número de unidades disponíveis para financiamento.
- Faixa 4 – Classe Média (até R$ 13.000 | antes: R$ 12.000)
É a principal ampliação do programa, consolidando a entrada da classe média. As taxas de juros ficam em torno de 10,00% ao ano. O teto do imóvel também foi elevado, passando de R$ 500 mil para R$ 600 mil, o que amplia significativamente as opções de compra para esse público.
O presidente da ABRAINC, Luiz França, destaca que “as mudanças ajudam a trazer mais previsibilidade para o setor e viabilizam o acesso à moradia ao recompor o poder de compra das famílias”.
A expectativa é que a ampliação dos limites de renda e dos tetos de imóveis estimule lançamentos, gere empregos e movimente a cadeia da construção civil, acompanhando a realidade atual das famílias brasileiras e do mercado imobiliário.
Redação ABRAINC