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10 de agosto de 2026

A intenção de compra de imóveis atinge o maior nível da série histórica

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A intenção dos brasileiros de comprar um imóvel nos próximos meses chegou a 52% no segundo trimestre de 2026, o maior patamar já registrado desde o início da série histórica, em 2019. É o que mostra a pesquisa Intenção de Compra de Imóveis, realizada pela Brain Inteligência Estratégica com abrangência nacional. O resultado representa uma alta de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando o indicador estava em 49%.

O levantamento também confirma que a compra efetiva de imóveis segue em trajetória de crescimento: 11% dos entrevistados afirmaram ter adquirido um imóvel nos últimos 12 meses, dois pontos percentuais acima do trimestre anterior e também uma máxima histórica para o indicador.

Geração Z lidera a disposição para comprar

O recorte por faixa etária confirma uma tendência que vem se consolidando: a Geração Z (21 a 28 anos) é o grupo com maior apetite para a compra de imóveis. A intenção entre os mais jovens saltou de 57%, no meio de 2025, para 67% em junho de 2026. Na sequência aparecem a Geração Y, com 53%, e a Geração X, com 47%. Já os Baby Boomers registram a menor intenção, de apenas 25%, mantendo o padrão de menor propensão à compra observado nas edições anteriores da pesquisa.

Por região, o Nordeste apresenta a maior intenção de compra do país, com 59% das famílias planejando adquirir um imóvel nos próximos meses. Centro-Oeste e Norte somam 53%, enquanto Sul (49%) e Sudeste (47%) registram os menores percentuais.

Na análise por renda familiar, o indicador está mais equilibrado entre as faixas: a intenção de compra converge para o patamar de 52% na maioria dos grupos, com destaque para quem ganha acima de R$ 20 mil por mês, cuja intenção chegou a 58%.

Busca ativa perde um pouco de ritmo

Apesar da alta intenção geral, a pesquisa aponta uma pequena queda entre os brasileiros que já estão em busca ativa por um imóvel — ou seja, que pesquisam online ou visitam imóveis presencialmente. Esse grupo se equipara ao mesmo período de 2025. Ainda assim, 38% dos que têm intenção de comprar ainda não iniciaram a busca, 10% já pesquisam online e 4% já visitam imóveis. Em números absolutos, a busca online por imóveis chegou a 4,3 milhões de famílias, um acréscimo de 500 mil famílias no último trimestre, enquanto o grupo que visita imóveis presencialmente recuou para 1,7 milhão, uma queda de 800 mil famílias em relação a setembro de 2025.

O horizonte de compra continua concentrado no curto prazo: 68% dos entrevistados com intenção pretendem concretizar a compra em até dois anos, sendo que 31% já planejam fazê-lo em até um ano — um avanço de 2 pontos percentuais frente ao trimestre anterior. No total, a pesquisa estima que 21,9 milhões de famílias brasileiras têm intenção de comprar um imóvel, das quais 8,1 milhões pretendem fazê-lo entre um e dois anos.

Sair do aluguel continua sendo a principal motivação

Entre os motivos que levam à compra de um imóvel, os fatores de transição de vida respondem por 64% das respostas, com destaque para "sair do aluguel", que subiu de 28% em junho de 2025 para 37% em junho de 2026 — a motivação mais citada da pesquisa. Também aparecem "sair da casa dos pais" (15%) e "mudança de localidade" (9%). Em seguida, vêm os motivos de upgrade do imóvel atual, como busca por mais espaço (14%), que somam 20% das respostas, e a compra como investimento, que responde por 13%, impulsionada principalmente pelo interesse em locação (12%).

O estudo também mostra um descompasso entre o imóvel dos sonhos e o que de fato é comprado. A casa em rua é desejada por 38% dos brasileiros, mas apenas 26% efetivamente compram esse tipo de imóvel. Já o apartamento, desejado por 40%, é o tipo mais adquirido, representando 41% das compras — resultado da combinação entre orçamento, oferta disponível no mercado e urgência da decisão. Chama atenção também o crescimento da compra de imóveis como investimento, que passou de 20% para 26% do total de aquisições em um ano, reforçando o interesse crescente por locação e revenda como estratégia patrimonial.

Sobre a pesquisa

O estudo foi realizado pela Brain Inteligência Estratégica com metodologia quantitativa, abrangência nacional e amostragem probabilística aleatória. Foram realizadas 1.200 entrevistas em junho de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,83 pontos percentuais.


Acesse a pesquisa na integra aqui!

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