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9 de agosto de 2023

Caixa registra o dobro de buscas por imóveis do Minha Casa, Minha Vida com novas regras

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Foram 8,8 milhões de acessos ao simulador habitacional do programa; cerca de 47,43% dos interessados têm idade entre 25 e 35 anos

A Caixa viu dobrar as buscas por imóveis do Minha Casa, Minha Vida em seu simulador habitacional desde que as novas regras do programa entraram em vigor, em 7 de julho. No último mês, houve um total de 8,8 milhões de acessos à ferramenta, sendo que 6,2 milhões estão relacionados ao programa social — um avanço de 109,7%.

“Havia uma demanda reprimida na habitação social devido à suspensão das contratações na faixa 1 do programa, que ocorreu na gestão anterior”, disse a presidente da Caixa, Maria Rita Serrano, em referência à decisão do governo anterior de encerrar os subsídios nessa faixa do MCMV.

Com as novas regras, a taxa mais baixa aplicada no financiamento é de 4% ao ano, direcionada a cotistas do Norte e Nordeste que recebem até R$ 2 mil. Ainda dentro da Faixa 1, com salário de até R$ 2,640 mil, a taxa desse mesmo grupo é de 4,25%.

Houve aumento também do subsídio que famílias com renda de até R$ 4,4 mil conseguem acessar pelo financiamento do FGTS no MCMV. Antes o valor poderia chegar a R$ 47,5 mil. Agora, esse nível subiu para até R$ 55 mil.

Segundo a Caixa, cerca de 47,43% dos interessados em adquirir um imóvel popular têm idade entre 25 e 35 anos, quase metade da quantidade total de acessos. Aproximadamente 40,3% das simulações são referentes a imóveis com valores entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, e 16,0% das simulações são para imóveis entre R$ 100 mil e R$ 150 mil.

Na avaliação da presidente, os dados demonstram que as novas condições do programa favorecem a ampliação do acesso ao crédito imobiliário. “Como principal agente financeiro do programa, a Caixa segue empenhada em ajudar os brasileiros e brasileiras na realização do sonho da casa própria. O aumento da faixa de renda e a redução dos juros são fatores que ampliam a perspectiva de compra de um imóvel, principalmente para o público mais jovem”, afirmou.

Fonte: Estadão

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