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20 de janeiro de 2025

Vendas de imóveis novos crescem 21,5% e superam 155 mil unidades no acumulado de 2024

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Além do crescimento nas vendas, lançamentos de imóveis também registram alta em volume e valor no acumulado até outubro, aponta indicador ABRAINC-Fipe; dados foram destaque no Valor Econômico

As vendas de novos imóveis cresceram 21,5% no acumulado de janeiro a outubro de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 155.769 unidades comercializadas, conforme apontado pelo indicador ABRAINC-FIPE. O estudo foi elaborado com dados de 20 empresas do setor pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).

O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) registrou avanços significativos, com aumento de 3,8% no volume de vendas e de 23,7% no valor total comercializado. Nos lançamentos, o setor apresentou alta de 13,6% em volume e 21,2% no montante lançado. Já o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) apresentou um desempenho robusto, com aumento de 26,1% no número de unidades vendidas e 22,5% no valor total das vendas. Os lançamentos do MCMV também tiveram crescimento, com alta de 33% em volume e 34,4% em valor.

Esses resultados refletem a resiliência do mercado imobiliário e a manutenção de uma intencionalidade de compra robusta, além da eficácia do programa habitacional bem estruturado, que tem sido essencial para viabilizar o acesso à moradia para famílias de baixa renda e fortalecer a demanda por habitação popular, impulsionando a inclusão social e fortalecendo o mercado de habitação popular.

“Apesar de desafios como a alta da Selic, que restringe o acesso ao crédito e eleva os custos financeiros de empresas e consumidores, o setor imobiliário demonstrou resiliência e capacidade de adaptação em 2024. Com um bônus demográfico favorável, alta intenção de compra por parte dos compradores e uma indústria pujante, o setor tem todas as condições de seguir crescendo acima do PIB em 2025. Precisamos, porém, de juros em patamares saudáveis. Para isso, é fundamental controlar os gastos públicos e seguir com responsabilidade fiscal”, afirma Luiz França, presidente da ABRAINC.

Indicador é destaque no Valor Econômico

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Redação ABRAINC

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