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Summit ABRAINC 2022 debate futuro do país e caminhos para o crescimento do setor
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Um dos principais seminários do país sobre a Construção Civil, o Summit ABRAINC 2022 foi realizado na manhã desta quinta-feira (24/03), em formato presencial, em São Paulo. Com o tema “Brasil, um futuro promissor”, o evento debateu as perspectivas para o país e caminhos para o desenvolvimento do setor, e foi patrocinado pela B3, Wiz Corporate e Agillitas.
“Nosso segmento continua pujante. O ano passado foi muito forte e esse ano, que ninguém ainda sabe muito bem como será no mundo por conta do conflito entre Ucrânia e Rússia, posso dizer que nós vamos crescer novamente. Estamos preocupados com o cenário mundial, mas se fizermos a lição de casa podemos sair na frente de outros países”, afirmou o presidente da ABRAINC, Luiz França, na abertura do evento.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou o papel fundamental do setor para a economia brasileira. Guedes afirmou que a indústria da construção ajudou o Brasil a enfrentar os impactos da crise gerada pela pandemia da Covid-19 e será essencial na aceleração do processo de crescimento do país, que já está acontecendo.

“Estamos no início de um longo boom de crescimento, onde o setor de construção tem papel-chave, não só na criação de emprego, mas principalmente do ponto de vista social, no sonho da casa própria de toda a população brasileira”, disse.
Ele destacou que o mercado imobiliário foi um importante motor que ajudou o Brasil a superar os impactos provocados pela pandemia, ao manter empregos e acelerar o nível de atividade. Em 2021, o PIB da construção civil cresceu 9,7%, em expansão impulsionada pelo aumento da ocupação no setor.
“O setor imobiliário foi um dos maiores criadores de empregos durante a crise; nos ajudou a sair do abismo”, declarou o ministro, ao lembrar que, após superada a fase mais crítica da pandemia, o país gerou três milhões de novos postos de trabalho formais (além de outra parcela de nove milhões de oportunidades no mercado informal). “O Brasil está pronto para avançar”, reforçou.

Caixa anuncia redução dos juros do financiamento
Pedro Guimarães, presidente da Caixa, anunciou em primeira mão aos presentes que o banco vai reduzir os juros do crédito imobiliário na modalidade atrelada à Poupança. As novas taxas vão partir de TR + 2,80% ao ano, somadas à remuneração da Poupança e valerão a partir da próxima segunda-feira, 28 de março.

Ele também projetou crescimento de até 20% na concessão de crédito imobiliário para 2022, chegando a R$ 165 bilhões.
Em relação ao Casa Verde e Amarela, Guimarães anunciou redução em 0,5% nos juros para famílias com renda mensal entre R$ 2.000,01 e R$ 2.400, que valerá a partir de 12 de abril, e também falou sobre o aumento de 15% do valor do teto do imóvel e mais subsídios para a compra da moradia, medidas já aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS.
Cenário Macroeconômico
O cenário macroeconômico brasileiro e o futuro da economia foi abordado por Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, e Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter.

Eles falaram sobre perspectivas para o ano, importância da responsabilidade fiscal e da necessidade de um debate político que proponha medidas que propiciem um crescimento sustentável da economia.
Visão habitacional para o Brasil
O painel “Visão habitacional para o Brasil” abordou caminhos para aumentar a produção de habitações de interesse social e reduzir o déficit habitacional do país. O debate contou as presenças do secretário nacional de Habitação, Alfredo dos Santos, o secretário estadual de Habitação de SP, Flávio Amary, João Farias, secretário municipal de Habitação de São Paulo, Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB, e Luiz França.

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, falou do tempo em que foi ministro das Cidades, no governo Temer, e ressaltou que a política habitacional do país ainda tem muito para avançar. Para ele, uma das medidas que precisam estar no foco é o aluguel social.
Alfredo dos Santos destacou ações realizadas pelo MDR para o setor da Habitação, como ampliação do orçamento e dos descontos para o Casa Verde e Amarela, além de redução dos juros para os mutuários do programa.
Para João Farias, secretário municipal de Habitação de São Paulo, o maior desafio atual é o Estado entender que é responsável pelas pessoas que não conseguem acesso ao crédito e criar ferramentas para subsidiar as famílias e reduzir o déficit habitacional. Ele destacou o programa Pode Entrar, da Prefeitura de São Paulo, que prevê a aquisição de 45 mil imóveis prontos.
"Esse programa pode ser um exemplo para o Brasil. Além de diminuir a pobreza e o déficit, você aquece o mercado de incorporação e gera empregos", afirmou o secretário.
Flávio Amary, secretário de Habitação do Estado de SP, disse que o governo estadual vai promover um projeto piloto para financiamento direto pela CDHU através de um percentual da renda das pessoas, uma espécie de Faixa 1 paulista para atender às famílias de menor renda.
De acordo com ele, manter o setor aquecido é muito importante para a geração de empregos e o crescimento da economia. "É preciso identificar os problemas e buscar soluções específicas. Alinhamento de iniciativas entre as esferas municipal, estadual e federal para unificação de um grande programa que atenda as famílias de menor renda e ataque o déficit habitacional", disse.
Por fim, o presidente da ABRAINC reforçou o papel social da moradia e disse que o Brasil precisa criar meios das pessoas viverem em locais dignos, e que um dos mecanismos para isso é o aluguel social. "O povo tem que morar. Não temos outra saída para as famílias que não tem casa: é o aluguel social. É um mecanismo que já funciona muito bem em outros países”, destacou Luiz França.
Pontos essenciais para o crescimento do setor
Breno Prestes, CEO da Prestes, Carlos Bianconi, CEO da RNI, Ricardo Valadares, presidente da Direcional, e Marcos Caielli, diretor de Produtos Imobiliários da B3, foram os convidados do painel "Pontos essenciais para o crescimento do setor".
Eles destacaram a importância do segmento para a economia e defenderam medidas para desburocratizar e ampliar a produtividade e o desenvolvimento do mercado.

Importância da Filantropia
O encerramento do evento contou com a presença especial de Elie Horn, fundador da Cyrela, que ressaltou o papel essencial da filantropia para o desenvolvimento de um mundo melhor. Ele citou o Movimento Bem Maior, do qual é um dos criadores, que tem como objetivo fortalecer o ecossistema filantrópico do Brasil, promover a cultura da doação e atuar nas raízes da desigualdade social brasileira.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, também participou do painel final do Summit 2022.
Redação ABRAINC
Fotos: Túlio Vidal
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