ABRAINC NEWS

22 de janeiro de 2025

Startup transforma restos de comida em cimento sustentável

Compartilhar:

Pesquisadores da Universidade de Tóquio, criadores da Fabula, mostram de que forma restos de alimentos podem se tornar um material sustentável de construção

O investimento em pesquisa e inovação pode levar o planeta a um patamar bem mais interessante. Um lugar em que - literalmente - nada se perde, tudo se transforma. No Japão, dois pesquisadores da Universidade de Tóquio descobriram que restos de comida podem deixar de entupir os aterros sanitários e se transformar em uma espécie de cimento biodegradável, que pode ser usado na construção civil e em objetos de decoração, como vasos e pratos. O inusitado é que quem quiser pode também ingerir o material, já que ele é comestível se for partido e fervido.

https://cdn.abrainc.org.br/files/2025/1/bdcab02b-4618-46ec-8425-1c2b2160d421.webp

Os professores japoneses Kota Machida e Yuya Sakai fundaram a Fabula, startup que tem o propósito de evitar o desperdício de alimentos, um problema endêmico no mundo. Relatório divulgado pelas Nações Unidas no ano passado aponta que mais de 1 bilhão de refeições vão parar no lixo diariamente em todo o planeta. Isso dá uma média de 132 kg de comida jogados fora por pessoa a cada ano. Enquanto isso, no mesmo planeta, mais de 780 milhões de pessoas passam fome. É uma conta que definitivamente não fecha.

Machida e Sakai explicam que a produção do cimento sustentável (e comestível) é feita de forma bem simples. Os resíduos secos de alimentos são triturados e transformados em pó. Em seguida, são encaminhados a uma prensa quente e colocados em moldes variados.

"Ao mudar o método de secagem ou pulverização e a temperatura durante a prensagem quente, podem ser obtidas uma variedade de cores, texturas e aromas. Também é possível misturar diferentes restos de comida", explicam os pesquisadores em seu site, que descobriram uma verdadeira inovação. Outras empresas já haviam testado anteriormente restos de comida para a construção civil - entretanto, era necessário um componente plástico na mistura para dar liga ao material. Na Fabula, esta liga acontece apenas com um ajuste de pressão.

Os restos de alimentos testados com sucesso para a produção até o momento foram borra de café, cascas de banana e laranja e repolho chinês. "A resistência à flexão de um material feito de resíduos alimentares de repolho chinês é 4 vezes mais forte que o concreto tradicional. Uma placa fina de 5 mm pode suportar um peso de 30 kg e tem potencial para se tornar um excelente material de construção no futuro".

Além de resistente, a invenção da dupla japonesa promete ser ainda saborosa. "Nossas matérias-primas são de origem 100% natural e originalmente consideradas alimentos. Por enquanto, estamos estudando criar materiais que também tenham a possibilidade de misturar temperos", diz o texto da empresa. Será que um dia será possível comermos as paredes da nossa própria casa? Quem sabe.

Fonte: Ecoa UOL

Compartilhar:

Notícias relacionadas

21 de setembro de 2026

ABRAINC realiza live sobre implantação da NF-e ABI no contexto da Reforma Tributária

Saiba mais

10 de setembro de 2026

ABRAINC recebe Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab em encontro com lideranças do setor imobiliário

ABRAINC recebe Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab em encontro com lideranças do setor imobiliário

Agenda reuniu mais de 87 r

Categoria:
4 de setembro de 2026

STF muda critérios para Justiça gratuita e amplia instrumentos contra litigância predatória

Decisão do STF estabelece critérios mais objetivos para a concessão da gratuidade de Justiça e busca equilibrar o acesso ao benefício com a prevenção de usos indevidos em ações judiciais.

Categoria:
2 de setembro de 2026

Presidente da ABRAINC aborda impactos da redução da jornada de trabalho em artigo no Poder360

Em artigo publicado nesta quarta-feira (2), Luiz França alerta para possíveis efeitos da proposta sobre custos, empregos, investimentos e acesso à moradia

O presidente da ABRAINC, Luiz

Categoria: