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Startup desenvolve materiais de construção que absorvem carbono a partir da grama
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Empresa norte-americana está desenvolvendo novos materiais a partir da grama, com o intuito de aumentar a absorção de carbono
Imagine poder substituir alguns materiais da construção civil por soluções sustentáveis e que aceleram a captura de carbono da atmosfera em larga escala? Essa foi a saída encontrada pela Plantd, startup dos Estados Unidos que busca em suas criações uma solução para as alterações climáticas.
A startup observou que poderia substituir a presença de madeira na confecção de painéis usados em construções por gramíneas de crescimento rápido e que conseguem capturar ainda mais dióxido de carbono (CO2).
Em seu processo natural, as árvores têm a função de absorver CO2 enquanto estão em crescimento. A Plantd partiu desse princípio e passou a usar um tipo de grama perene, capaz de crescer de seis a nove metros em um ano, absorvendo até 30 toneladas de carbono.
Em um exemplo prático de substituição, enquanto um pinheiro cultivado em uma plantação manejada só pode ser derrubado após o período de 15 anos, essa grama apresenta a condição de ser colhida até três vezes em uma estação e continuar crescendo novamente. Como pode ser cultivada com mais facilidade, a grama também tem potencial para ajudar a evitar escassez na cadeia de suprimentos.
Fibras ao invés de madeira
A startup está desenvolvendo um equipamento próprio automatizado, modular e totalmente elétrico. Em seu processo de produção, a máquina é capaz de rasgar a fibra da grama e juntá-la novamente, formando painéis estruturais usados em paredes, telhados e contrapisos na construção.
Assim como a madeira, a grama contém fibras fortes de celulose. Ela pode ser manipulada de maneira semelhante à forma como as fábricas produzem madeira compensada. O intuito da Plantd é de aumentar a qualidade do produto final, manter os custos baixos e diminuir a pegada de carbono da produção. A fábrica também pretende produzir madeira laminada para edifícios maiores, para substituir o aço e o concreto com alto teor de carbono.
Na prática, se a empreitada obtiver sucesso, essa será uma oportunidade de auxiliar diretamente na diminuição das áreas de cultivo de árvores e abrir espaço para florestas naturais de longo prazo crescerem novamente em seu lugar de origem.
Fonte: Habitability
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