ABRAINC NEWS

5 de abril de 2023

Startup desenvolve materiais de construção que absorvem carbono a partir da grama

Compartilhar:

Empresa norte-americana está desenvolvendo novos materiais a partir da grama, com o intuito de aumentar a absorção de carbono

Imagine poder substituir alguns materiais da construção civil por soluções sustentáveis e que aceleram a captura de carbono da atmosfera em larga escala? Essa foi a saída encontrada pela Plantd, startup dos Estados Unidos que busca em suas criações uma solução para as alterações climáticas.

A startup observou que poderia substituir a presença de madeira na confecção de painéis usados em construções por gramíneas de crescimento rápido e que conseguem capturar ainda mais dióxido de carbono (CO2).

Em seu processo natural, as árvores têm a função de absorver CO2 enquanto estão em crescimento. A Plantd partiu desse princípio e passou a usar um tipo de grama perene, capaz de crescer de seis a nove metros em um ano, absorvendo até 30 toneladas de carbono.

Em um exemplo prático de substituição, enquanto um pinheiro cultivado em uma plantação manejada só pode ser derrubado após o período de 15 anos, essa grama apresenta a condição de ser colhida até três vezes em uma estação e continuar crescendo novamente. Como pode ser cultivada com mais facilidade, a grama também tem potencial para ajudar a evitar escassez na cadeia de suprimentos.

Fibras ao invés de madeira

A startup está desenvolvendo um equipamento próprio automatizado, modular e totalmente elétrico. Em seu processo de produção, a máquina é capaz de rasgar a fibra da grama e juntá-la novamente, formando painéis estruturais usados em paredes, telhados e contrapisos na construção.

Assim como a madeira, a grama contém fibras fortes de celulose. Ela pode ser manipulada de maneira semelhante à forma como as fábricas produzem madeira compensada. O intuito da Plantd é de aumentar a qualidade do produto final, manter os custos baixos e diminuir a pegada de carbono da produção. A fábrica também pretende produzir madeira laminada para edifícios maiores, para substituir o aço e o concreto com alto teor de carbono.

Na prática, se a empreitada obtiver sucesso, essa será uma oportunidade de auxiliar diretamente na diminuição das áreas de cultivo de árvores e abrir espaço para florestas naturais de longo prazo crescerem novamente em seu lugar de origem.

Fonte: Habitability

Compartilhar:

Notícias relacionadas

11 de março de 2026

Setor produtivo alerta para impactos da redução da jornada de trabalho em vídeo

Material assinado por mais de 125 entidades aponta que proposta pode elevar custos da construção e dificultar o acesso à casa própria

Categoria:
10 de março de 2026

Editorial: Redução da jornada de trabalho e os impactos negativos para a sociedade

A redução abrupta da jornada, sem ganho de produtividade, ameaça emprego, competitividade e o acesso à moradia

Saiba mais

9 de março de 2026

Mulheres à Obra 2026: setor da construção como aliado no combate à violência contra a mulher

Diante do avanço de casos de feminicídio no país, a quinta edição da campanha convida o setor a refletir sobre como contribuir para o enfrentamento à essa questão, r

Categoria:
25 de fevereiro de 2026

Estudo da ABRAINC sobre impactos do fim da escala 6x1 nos preços dos imóveis novos é destaque na imprensa


Categoria: