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São Paulo passa a integrar projeto global para melhorar indicadores de sustentabilidade
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Programa SP+B é parte do movimento Cidades+B, que foca na aceleração do desenvolvimento sustentável por meio de parcerias com o setor privado
No mês em que comemora 469 anos, a cidade de São Paulo passa a integrar o movimento global Cidades+B, que convida empresas, governos e cidadãos a unirem forças para melhorar os indicadores de sustentabilidade do município. Chamado SP+B, o programa é encabeçado pelo Sistema B, iniciativa global com foco na construção de uma economia mais inclusiva, equitativa e regenerativa por meio de parcerias com o setor privado.
O projeto tem como parceiros institucionais a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, além de BMW Foundation, Wellbeing Economy Alliance, Pacto Global da ONU, Impact Hub, Liga de Intraempreendedores, Instituto de Cidadania Empresarial, Agência Solano Trindade, G10 Favelas, FAUUSP e FecomercioSP.
Para garantir um plano concreto de melhorias contínuas, o Cidades+B está vinculado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU -- mais especificamente ao número 11, voltado para cidades e comunidades sustentáveis.
"O nosso principal objetivo é convidar as empresas a medirem seus impactos sociais e ambientais e, assim, criar uma coalizão entre organizações, governos e sociedade capaz de romper com o ciclo da pobreza", afirma Luciana Scapin, co-líder do Cidades+B.
Nessa primeira etapa, o programa convida empresas para fazer uma autoavaliação do Sistema B. Esse processo é feito por meio do B Impact Assessment, ferramenta online e gratuita que ajuda as empresas a enxergarem sua gestão com foco em cinco pilares: Governança, Colaboradores, Meio Ambiente, Comunidade e Clientes. Mais adiante, deve haver uma etapa para diagnóstico dos ODS da cidade, realização de laboratórios de lideranças para melhoria contínua e ações de impacto territorial.
“Acreditamos que corporações devem não só mitigar seu impacto negativo, mas extrapolar seus interesses específicos e fazer parte da construção de uma sociedade mais afortunada. Por meio do SP+B, queremos mostrar que empresas melhores fazem uma cidade melhor”, disse Rodrigo Santini, Diretor Executivo do Sistema B no Brasil. Algumas empresas que já fazem parte do Sistema B estão envolvidas com o SP+B -- entre elas, Gerdau, Movida, Nespresso, Hering, Mãe Terra e ComBio.
Soluções sistêmicas
Ao longo do projeto, o SP+B pretende mapear e apresentar soluções criativas, sustentáveis e participativas para cinco eixos de transformação relevantes para a sociedade: economia circular, habitação, segurança alimentar, mobilidade, trabalho e renda.
"Queremos funcionar como uma espécie de laboratório de inovação que fomenta a colaboração extrema para o desenvolvimento desses pilares, que são interdependentes e, por isso, imprescindíveis quando queremos pensar no futuro de São Paulo", explica Rennê Nunes, CEO da UP Lab, que trabalha ao lado do Cidades+B no projeto. "Nosso maior desafio é ressignificar o que é sucesso econômico para as empresas".
"As desigualdades que enfrentamos hoje nos convocam a pensar em soluções sistêmicas para que, de fato, a transformação aconteça. Temos pouquíssimo tempo para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e somente por meio de coalizões multissetoriais engajadas e trabalhando juntas é que poderemos avançar rumo à Agenda 2030 da ONU", comenta Luciana.
Rio foi cidade pilotoNo dia 26 de janeiro, o SP+B realiza um evento que marca o lançamento oficial do programa. O encontro acontece no Hub Green Sampa, e deve receber cerca de 100 convidados estratégicos, incluindo organizações e empresas que ajudaram a estruturar o programa ao longo de 2022.
O programa de São Paulo é inspirado em projetos já aplicados em cidades como Santiago (Chile), Barcelona (Espanha), Assunção (Paraguai), Mendoza (Argentina) e Rio de Janeiro. A capital carioca, inclusive, foi a cidade piloto do programa, em 2016. No Rio+B, a iniciativa contou com 349 empresas que fizeram a autoavaliação de impacto sob os pilares do B Impact Assessment. Dessas empresas, 42 participaram de um laboratório de melhoria contínua de seis meses. Mais de 2.500 pessoas foram impactadas diretamente pelos 15 eventos gerados pelo projeto.
Fonte: Um só Planeta (Globo.com)
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