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Relatório analítico do cenário econômico com base no Boletim FOCUS da 1ª semana de julho
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Após um hiato de dois meses em decorrência da paralisação dos servidores, o Banco Central voltou a divulgar na primeira semana de julho o Boletim FOCUS, com a projeção de cerca de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país.
PIB SEGUE COM PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO
Em relação ao PIB, o mercado aposta no crescimento de 1,5% no final do ano, um aumento na expectativa em relação ao mês anterior, que era de 1,2%.
As expectativas do mercado estão fundamentadas nos recentes dados da economia brasileira, dentre os quais o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2022 (1% em relação ao trimestre anterior, e 4,7% no acumulado dos quatro últimos trimestres) divulgado pelo IBGE, assim como os indicadores positivos de emprego divulgados pelo IPEA (queda no desemprego para 9,4%, menor taxa desde out/2015).
INFLAÇÃO DÁ SINAIS DE ARREFECIMENTO
Na projeção do mercado para o IPCA, divulgada na primeira semana de julho (01/07), houve uma queda de 0,93% na expectativa da inflação para o encerramento do ano, passando de 8,89% a.a. na primeira semana de junho para 7,96% a.a. na primeira semana de julho.
Ainda que a inflação oficial, medida pelo IBGE no IPCA, em junho, tenha subido 0,67 pontos percentuais em relação a maio, chegando a 11,89% no acumulado em 12 meses, a redução na expectativa da inflação projetada parece indicar que o mercado aguarda um arrefecimento na pressão inflacionária nos próximos meses, reflexo das seguidas elevações na taxa de juros promovidas pelo Banco Central através da taxa Selic.
JUROS MANTÉM CICLO DE ALTA
Em relação aos juros, a expectativa do mercado para o encerramento do ano ficou em 13,75%, 0,5 ponto percentual acima da última projeção, de 13,25% no início de junho.
A expectativa do mercado, portanto, é de que o Banco Central continue elevando a taxa Selic. Essa expectativa é corroborada pela Ata do Copom divulgada no dia 21 de junho, onde o comitê indica a necessidade de nova elevação nas taxas de juros, de igual ou menor magnitude nas próximas reuniões.
Confira a íntegra do relatório!
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