ABRAINC NEWS

26 de maio de 2021

Presidente da ABRAINC debate impacto do aumento dos custos de materiais de construção nos negócios com CEOs de empresas e entidades

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A unidade de negócios Enredes, da empresa CTE, Centro de Tecnologia de Edificações, por meio da Rede Construção Digital Industrializada (RCDI) e Rede Construção Sustentável (RCS), promoveu nesta terça-feira (25), o 1º Encontro online para Alta Direção com CEOS e Diretores de empresas e entidades da cadeia produtiva da construção para discutir o tema: “O impacto do aumento dos custos de materiais nos negócios de incorporação e construção”. O evento contou com palestras do presidente da ABRAINC, Luiz França, da economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, e do presidente da ABRAMAT, Rodrigo Navarro.



França destacou em sua palestra a importância da construção civil para o Brasil. “O setor movimenta 62 atividades econômicas. 10% dos trabalhadores brasileiros são empregados na construção civil e geramos 9% de todos os tributos arrecadados pelo país”. Além disso, ele ressaltou que o setor foi o que mais gerou empregos durante a pandemia, com a abertura de mais de 112 mil postos de trabalho do total de 142 mil empregos gerados pelo Brasil em 2020.

O presidente da ABRAINC explicou que a alta dos insumos pode impactar o acesso à moradia e prejudicar a redução do déficit habitacional no Brasil. “Em 2019, o déficit era de 7,8 milhões de unidades, com estimativa que esse número chegue a 11,8 milhões de unidades em 2030, segundo estudo elaborado pela ABRAINC”.


Ele afirmou ainda que uma redução temporária de impostos para a importação de insumos favorecerá a cadeia da construção e, consequentemente, a retomada econômica do país.



O uso de novas tecnologias pelo setor, como montagem off site, construção em wood frame e vedações internas em drywall, diminuem o uso de alguns insumos que tiveram expressiva alta, e deve ser ampliado, defendeu França.


A economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, falou que apesar da alta dos preços dos insumos, o mercado imobiliário deve crescer de 5% a 10% em 2021. “A taxa de juros atual colabora muito com as vendas”, disse.


Rodrigo Navarro, da ABRAMAT, falou sobre externalidades que impactaram o preço de alguns insumos, como a alta do dólar e o desequilíbrio entre oferta e demanda causada pela pandemia, e defendeu a aprovação de reformas para redução do Custo Brasil.


Os presentes pregaram também união de todos os setores da cadeia produtiva para busca de soluções junto ao Governo afim de superar esse cenário de desequilíbrio nos preços.


Redação ABRAINC

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