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Por que estamos deixando dinheiro na mesa?
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Eu sei, o título incomoda e a intenção é essa. Mas vamos lá: se existe algo que nenhum empresário gosta, é a sensação de desperdiçar oportunidades de negócios que geram receita. Claro, uma empresa é feita para gerar valor ao mercado e lucro aos seus acionistas.
Porém, se analisarmos com um pouco mais de cuidado, será que o tradicional (e pujante) mercado imobiliário não está enviesado com algumas crenças conservadoras relacionadas à comunicação e, com isso, desperdiçando oportunidades poderosas de construir novas narrativas e ampliar a conversa com novos públicos?
Eu acredito que sim. Você já deve ter lido frases, como: “um condomínio-clube para você viver o melhor”, ou ainda “venha ser feliz”, ou que tal "realize seu sonho"? Enfim, você também deve se lembrar de outras frases-padrão de anúncios do mercado que geram ZERO diferenciação e recall de marca, além de resultados abaixo do esperado.
Minha provocação é que dá pra fazer melhor e dá pra fazer diferente. Mais do que isso, precisamos fazer. Afinal, somos submetidos hoje a mais de 3.000 mensagens publicitárias por dia e, segundo o Meta, o brasileiro roda na tela o equivalente a dois Cristo Redentor com o dedo. Ou seja, é preciso fazer diferente para reter a cada vez mais escassa atenção do cliente.
Mas não vou usar este espaço só para gerar a provocação. Quero dividir, de maneira breve, algumas dicas para gerar conteúdos diferentes e narrativas que façam com que o potencial cliente vire, de fato, um cliente.
E a primeira passa por aprender a ouvir. Existe uma riqueza de informações nas equipes de corretores, sejam elas parceiras ou na house. Eles sabem os motivos principais da venda de determinado produto, possíveis objeções, com quem estamos sendo comparados, enfim, insumos poderosos para criarmos mensagens pertinentes, e diferentes, para determinado público ou produto.
Sei que parece óbvio, mas é raro acontecer no dia a dia.
Outra provocação, a tão famosa geração Z. Essa mesma, que completa 30 anos em 2025, já que são considerados os nascidos entre 1995 e 2010. Será que estamos preparados para nos comunicarmos com ela, em termos de mensagens e canais?
Não sugiro aqui que os corretores devam fazer dancinhas no TikTok (se quiserem, ok), mas muito mais do que isso. Entender o que essa geração, cada vez mais com poder econômico, valoriza em um empreendimento e levar isso para uma estratégia de comunicação vai fazer diferença.
Você pode pensar que eles talvez não sejam o seu público-alvo, mas saiba que nunca uma geração, em nenhum outro tempo, influenciou tanto os pais no momento de compra. Ou seja, tem oportunidade aqui.
Encerro com um slogan de uma campanha política da década de 90, que me faz lembrar a falta de inovação da comunicação do setor: chega dos mesmos!
Vamos fazer diferente, e aproveitar todas as oportunidades que estão na mesa.
Por Rodrigo Figueiredo, CEO da Verbo Creative Intelligence
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