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Pesquisa ABRAINC sobre mercado imobiliário de luxo no RJ é destaque no Valor Econômico
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O mercado imobiliário de luxo e superluxo no Rio mantém o ciclo de crescimento e valorização dos últimos quatro anos. O VGV do segmento registrou 70% de aumento em 2023: R$ 763 milhões contra R$ 450 milhões em 2022. A valorização dos imóveis chegou a 11% no ano passado.
O preço médio do metro quadrado em bairros da Zona Sul e na Barra da Tijuca superou os preços do sofisticado Leblon, tido como o mais valorizado da cidade: R$ 22.570. A participação média do mercado de luxo no VGV lançado foi de 14% (6% a mais que em 2022), e o número de unidades lançadas cresceu 70%.
Os dados são de levantamento realizado pela ABRAINC com dados do Geobrain, e divulgado com exclusividade para o Imóveis de Valor.
A procura dos investidores por apartamentos que ofereçam luxo, exclusividade e localização privilegiada elevou Ipanema ao status de bairro mais valorizado do mercado carioca — o valor médio do metro quadrado alcançou R$ 35 mil. A Barra, com R$ 25 mil o metro, e a Gávea, com R$ 22 mil, também se destacaram na pesquisa.
Presidente da ABRAINC, Luiz França, avalia que a valorização de bairros como Ipanema, Gávea e Barra é resultado de uma conjunção de fatores como aumento de demanda e limitação da oferta em razão da escassez de terrenos, especialmente na Zona Sul. “O mercado do Rio é pujante, e os números apontam um cenário promissor. São dados que evidenciam o dinamismo do segmento de luxo na cidade.”
Marcelo Gonçalves, sócio e consultor da Brain, chama a atenção para o fato de o mercado de luxo carioca ter se desenvolvido de forma global, com resultados positivos em todos os vetores de crescimento. “A representatividade do luxo e do superluxo também aumentou de um ano para o outro”, observa.
Para ele, a escassez da oferta cria oportunidades de mercado tanto para os compradores como para as construtoras. Mas adverte: o Rio tem hoje o menor estoque da série histórica. “Falando hipoteticamente, se a partir de hoje não houvesse nem um único lançamento, o estoque de unidades de alto padrão seria consumido em seis meses ou menos. A despeito da redução de lançamentos, as vendas estão aquecidas.”
Fonte: Valor Econômico
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