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OCDE projeta crescimento maior do Brasil em 2021
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A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou hoje projeções melhoradas para o crescimento da economia brasileira neste ano e em 2022. Ao mesmo tempo, alertou para os riscos no caso de atrasos persistentes na vacinação contra a covid-19.
A estimativa agora é de que a economia brasileira cresça 3,7% neste ano, ou 1,1 ponto percentual a mais do que a estimativa feita em dezembro passado. Para 2022, a projeção passou para alta de 2,7% ou 0,5 ponto percentual a mais do que há cerca de três meses.
Entre as principais economias emergentes, porém, o Brasil só conseguirá crescer mais em 2021 que África do Sul (3%), Coreia do Sul (3,3%) e Rússia (2,7%). Ficará atrás do México (4,5%), Turquia (5,9%), Argentina (4,6%), China (7,8%), Índia (12,6%) e Indonésia (4,9%).
Falilou Fall, novo economista encarregado de acompanhar o Brasil, atribui a melhora nas projeções para o país, primeiro, pelo efeito técnico que vem do quarto trimestre de 2020, que foi bem melhor do que antecipado, e de contração menor ao longo do ano.
Além disso, ele aponta um certo dinamismo em alguns setores industriais e nas exportações.
Também contribuirão, na visão da OCDE, o plano de estímulo de US$ 1,9 trilhão que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conseguiu aprovar no Congresso. Vai ampliar a demanda mundial. No caso do Brasil, a entidade calcula que pode resultar em 0,5% a mais no Produto Interno Bruto (PIB) do país.
No plano interno, a OCDE espera a continuação da ajuda de emergência, o que vai também sustentar a demanda.
Ao mesmo tempo, Falilou aponta fatores de risco no Brasil, com novas medidas de restrição que, se durarem muito tempo, afetarão negativamente na expansão da produção.
A aceleração da vacinação é considerada essencial. Se o país conseguir imunizar metade da população até o fim de junho, será importante no controle do vírus e no impulso à economia.
Para Falilou, uma questão a acompanhar de perto é sobre aumento do investimento e recuperação duradoura, ou se haverá rápida volta ao PIB potencial. No caso brasileiro, a OCDE calcula que o PIB potencial, ou a capacidade de crescimento da economia sem causar pressões inflacionárias, é de apenas 1,5%.
Para o economista, é também importante que o Brasil continue com as reformas, como a tributária, e tenha estabilidade fiscal.
Falilou era o economista encarregado de acompanhar a economia da África do Sul. O economista Jens Arnold, que antes acompanhava a economia brasileira, agora foi designado pela OCDE para seguir as economias do Chile e da Colômbia.
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