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O que todas as marcas desejam, as incorporadoras já têm
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Empreendimentos imobiliários são comunidades que podem gerar valor e fãs da marca
Construir comunidades engajadas é o grande desejo de praticamente todas as marcas. Empresas dos mais variados setores investem fortunas para gerar conexões humanas autênticas ao redor de seus produtos. Mas, curiosamente, as incorporadoras já têm esse ativo — e muitas vezes não percebem.
Afinal, o que acontece quando um grupo de pessoas escolhe viver em um mesmo empreendimento imobiliário? Surge ali, naturalmente, uma comunidade. Um conjunto de vidas que compartilha espaço, cotidiano, aspirações e, acima de tudo, um sentimento de pertencimento.
Este artigo propõe uma provocação direta: e se um dos diferenciais competitivos das incorporadoras não estiver “apenas” no produto, mas na comunidade que nasce a partir dele? Mais do que entregar unidades, é possível cultivar experiências, vínculos e legados.
Coloco aqui três provocações estratégicas para que as incorporadoras reconheçam e potencializem o valor das comunidades que já formam, com breves sugestões de caminhos possíveis para fazer acontecer.
1. De unidades vendidas a histórias compartilhadas
Você sabe: morar é mais do que ocupar um espaço físico. É construir laços, colecionar memórias e participar de uma narrativa em comum. Incorporadoras que entendem isso deixam de falar apenas sobre planta e acabamento e passam a comunicar vida, significado e conexão.
Provocação: quantas marcas conseguem fazer com que seus clientes se sintam parte de algo maior?
Caminhos possíveis:
● Mostrar o dia a dia dos moradores após a entrega do empreendimento.
● Posicionar o empreendimento como um espaço onde histórias ganham forma — e não apenas como um produto imobiliário.
2. O condomínio como canal de marca ativa
É comum que, após a entrega, a relação entre incorporadora e cliente se encerre. Mas, sob o ponto de vista do marketing relacional, esse é apenas o começo. O condomínio pode — e deve — ser um canal ativo de conexão contínua entre marca e comunidade.
Provocação: por que silenciar a sua marca no momento em que ela está mais presente no cotidiano das pessoas?
Caminhos possíveis:
● Desenvolver um programa de relacionamento pós-entrega.
● Criar experiências, conteúdos e eventos voltados à comunidade formada.
3. Clientes como promotores espontâneos da marca
Quando há vínculo, reconhecimento e sentimento de pertencimento, os moradores se tornam os principais defensores da marca. Uma comunidade satisfeita se converte em um poderoso motor de reputação e recomendação.
Provocação: e se o seu próximo lançamento tivesse sua maior fonte de vendas na comunidade do lançamento anterior?
Caminhos possíveis:
● Criar programas de indicação baseados em confiança e benefícios reais.
● Coletar e divulgar depoimentos reais como parte da estratégia de branding.
Conclusão: um novo olhar sobre um velho ativo
Na corrida por relevância, afinidade e engajamento, as incorporadoras já estão no ponto de partida com uma vantagem estratégica: comunidades reais, formadas por pessoas reais, vivendo experiências reais.
A questão não é como criá-las. É como valorizá-las.
Porque, no fim das contas, o futuro das incorporadoras mais admiradas não está apenas nas próximas torres a serem lançadas, mas nas comunidades que já habitam o presente.
Por Rodrigo Figueiredo, CEO da agência Verbo Creative Intelligence
[Conteúdo patrocinado pela Verbo Creative Intelligence]
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