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17 de setembro de 2024

O futuro que queremos é construído hoje, escreve Elie Horn

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Fundador do Movimento Bem Maior, empresário defende iniciativas de bem-estar coletivo

Vivemos em um tempo onde a necessidade de agir coletivamente para enfrentar os grandes desafios sociais nunca foi tão urgente. No Brasil, um país de contrastes profundos, a filantropia se revela como uma poderosa alavanca para construir um futuro mais equitativo e próspero para todos. Nos últimos anos, temos visto a filantropia evoluir, não apenas como um gesto de solidariedade, mas como um movimento estratégico e colaborativo capaz de impactar significativamente a sociedade.

Acredito firmemente que o futuro de uma nação é construído por aqueles que estão dispostos a investir no bem-estar coletivo. A filantropia, quando bem direcionada, tem o poder de transformar vidas, moldar comunidades e, eventualmente, reconfigurar o próprio tecido social de um país. No Brasil, esse movimento tem ganhado força, com empresários, investidores e cidadãos comuns se unindo para lidar com temas tão necessários ao desenvolvimento da nossa sociedade. Nesse contexto, a filantropia se destaca como catalisadora da transformação social, gerando impacto onde é mais necessário.

O Movimento Bem Maior, que participo há cinco anos, surge como uma organização protagonista, mas não como a única. Nossa missão sempre foi atuar como um facilitador, impulsionando e inspirando outras iniciativas a seguirem o mesmo caminho. Ao longo desses anos, investimos mais de R$110 milhões em todas as regiões do país, beneficiando diretamente 2 milhões de pessoas. Esses números, por si só, não contam a história completa, mas ilustram o potencial da filantropia em criar mudanças duradouras.

No entanto, a verdadeira transformação só acontece quando a filantropia é vista como parte de um esforço coletivo maior. Nos últimos anos, enfrentamos crises que testaram a nossa capacidade de resposta – desde a pandemia até as recentes enchentes no Sul. Em cada um desses momentos, a solidariedade e a cidadania dos brasileiros brilharam intensamente, mostrando que, juntos, podemos superar os desafios mais difíceis.

O Movimento Bem Maior tem aprendido e evoluído a partir dessas experiências, mas nosso papel é apenas uma peça no quebra-cabeça. O que precisamos, mais do que nunca, é de uma cultura de doação que transcenda organizações e indivíduos. Precisamos que a filantropia seja integrada nas práticas cotidianas de nossa sociedade, não como um ato esporádico, mas como um compromisso contínuo e estratégico de cidadania ativa.

Quando falo sobre o futuro, não estou apenas falando do Movimento Bem Maior, mas de um Brasil onde a filantropia se torna uma força motriz para a justiça social, onde cada cidadão, cada empresa, cada instituição, cada governo, vê o investimento com intencionalidade no bem comum, como um caminho para o desenvolvimento sustentável e inclusivo do país. A filantropia, nesse cenário, não é um luxo, mas uma necessidade, uma responsabilidade que acredito que todos devemos assumir.

Olhando para os próximos anos, vejo o Brasil se posicionando como uma referência global em filantropia. Mas, para que isso aconteça, precisamos seguir construindo pontes, unindo forças e trabalhando juntos. O Movimento Bem Maior continuará sendo um ator importante nesse processo, mas não podemos fazer isso sozinhos. É um convite a todos que acreditam que podemos e devemos fazer mais pelo nosso país.

O futuro que queremos é aquele que começamos a construir hoje. E a filantropia, como um ato de amor e compromisso, é a base sobre a qual podemos edificar uma sociedade mais justa e solidária.

*Elie Horn é fundador da Cyrela e do Movimento Bem Maior

Fonte: Pipeline/Valor Econômico

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