O número de unidades contratadas e entregues apresenta queda desde antes da pandemia de covid-19. Para a Faixa 1, por exemplo, nenhum contrato novo foi assinado este ano, devido ao elevado índice de inadimplência. Os bancos financiam a partir da Faixa 1,5, voltada para renda familiar de até R$ 2,6 mil, a juros de 5% ao ano, mais TR (Taxa Referencial). Com o novo programa, a expectativa é de que esses juros caiam, pois a Selic (taxa básica da economia) está em 2% ao ano.
O governo está empenhado em manter as construções e as entregas de moradias subsidiadas pelo FGTS porque elas são um estímulo à construção civil, geram emprego e renda e combatem o deficit habitacional, segundo Marinho. Conforme dados do MDR, o deficit habitacional urbano é de 6 milhões de residências e, no campo, de 1,1 milhão.
De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, o Casa Verde e Amarela vai ser mais amplo do que o Minha Casa, porque, além de reduzir as taxas de juros, ainda “criará um programa de regularização fundiária e de reformas para diminuir o deficit por inadequação”.
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse, ontem, que o governo Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes veem o setor imobiliário como uma prioridade, inclusive no foco da Caixa, que é a baixa renda.
Fonte: Correio Braziliense
