ABRAINC NEWS

22 de janeiro de 2024

Nota à imprensa: ABRAINC critica vetos à Lei de Zoneamento de São Paulo

Compartilhar:

O veto pelo executivo de um dos pontos mais importantes do projeto de alteração da Lei de Zoneamento - o ajuste no gabarito de altura dos edifícios em Zona Mista (ZM, áreas que podem ter residências, comércios e serviços em toda cidade) e Zona de Centralidade (ZC, centros dos bairros) - trará prejuízo para a Habitação de Interesse Social (HIS) na cidade, deixando de atender os que mais necessitam.

Com o ajuste, os empreendimentos poderiam prever um acréscimo máximo na área construída de 50%, desde que esse aumento fosse destinado à construção de HIS, além de possibilitar a adesão à Cota de Solidariedade como forma de fomentar a habitação social, seja via produção direta dessas moradias ou com a arrecadação adicional ao FUNDURB (Fundo de Desenvolvimento Urbano), do município de São Paulo.

A qualidade da implantação dos projetos, e a contribuição ao meio ambiente da cidade também iria aumentar, uma vez que as edificações mais altas teriam mais espaço livre para jardins e árvores nos terrenos. Pontos importantes para melhorar a temperatura nas cidades e a penetração de águas chuvas no solo.

A proposta da Câmara para revisão dos procedimentos de tombamento de bens imóveis, envolvem dois aspectos principais. O primeiro deles, a questão da necessidade de estabelecimento de um prazo para a análise dos processos de tombamento, uma vez que, enquanto esta análise está acontecendo, uma grande área ao redor do bem tombado permanece congelada para o desenvolvimento. A segunda questão é que o CONPRESP tem estabelecido regras de ocupação das áreas do entorno do bem tombado, mais restritivas do que a Lei do Zoneamento e tem feito isto sem as audiências públicas e participação da sociedade, procedimento previsto na legislação federal sobre o tema. É um debate que deve ser cada vez mais democrático e que deve envolver todos os agentes públicos e a sociedade.

Com um déficit habitacional que ultrapassa 400 mil unidades, São Paulo necessita de medidas que estimulem a construção de moradia para todas as faixas de renda, mas, especialmente, aquelas destinadas à população de baixa renda, que seria a principal beneficiada com a mudança nos gabaritos. Esperamos agora que os vereadores possam reverter a decisão e contribuir de forma decisiva para o avanço da oferta de habitação de qualidade para todos os paulistanos.

MAIS INFORMAÇÕES

LOURES CONSULTORIA

Luciana Ferreira - luciana.ferreira@loures.com.br - (11) 9.9610-6498

Flávio Simonetti - flavio.simonetti@loures.com.br - (11) 99393-2161

Amanda Marchini - amanda.marchini@loures.com.br - (11) 9.7080-6089

Compartilhar:

Notícias relacionadas

5 de maio de 2026

Valor Econômico destaca alerta da ABRAINC sobre uso do FGTS no Desenrola 2

Posicionamento da Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC) sobre a proposta de uso de recursos do FGTS no programa Desenrola 2 foi destaque em reportagem publicada pelo jornal

Categoria:
4 de maio de 2026

Uso do FGTS no Desenrola 2 pode custar até 107 mil empregos e 46 mil moradias populares

São Paulo, 4 de maio de 2026 – A Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC) manifesta preocupação com a proposta de liberação de recursos do FG

Categoria:
29 de abril de 2026

ABRAINC vê redução da Selic como positiva, mas defende aceleração do ciclo para impulsionar economia

A ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras) considera acertada a nova redução da Taxa Selic para 14,50% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (29/04) pelo Comitê de Política Monetária

Categoria:
24 de abril de 2026

Escala 6x1: Presidente da ABRAINC alerta sobre aumento de preços e impactos negativos à população 

Em entrevista ao vivo à BandNews TV nesta quinta-feira (23/04), Luiz França, presidente da ABRAINC, alerta sobre aumento de preços e impactos negativos à população com a redução da jornada de trabalho, e defende que proposta

Categoria: