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26 de março de 2024

#Mulheres à Obra 2024: "Transformação social pela capacitação de mulheres", por Elisa Rosenthal

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"Exemplo do projeto Capacita do Instituto Mulheres do Imobiliário (IMI), concebido com o intuito de promover a recolocação das mulheres no mercado de trabalho e fomentar sua independência financeira, revela-se como um marco na trajetória dessas mulheres e na transformação das comunidades em que estão inseridas"

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A iniciativa de capacitação profissional de mulheres no setor imobiliário representa não apenas um programa de formação, mas também uma poderosa ferramenta de empoderamento feminino. O exemplo do projeto Capacita do Instituto Mulheres do Imobiliário (IMI), concebido com o intuito de promover a recolocação das mulheres no mercado de trabalho e fomentar sua independência financeira, revela-se como um marco na trajetória dessas mulheres e na transformação das comunidades em que estão inseridas. O setor da construção civil representa 7% do PIB brasileiro e, além de ser um termômetro do crescimento econômico e geração de emprego, também é importante responsável pelo impacto ambiental e social. Neste contexto, a pauta do ESG (Governança Socioambiental) ganha cada vez mais espaço e reforça a importância da temática da equidade de gênero neste ecossistema. Nossa primeira oficina nasceu no nosso primeiro evento oficial, SOMA, em 2022, quando o então secretário de habitação da cidade de São Paulo, Flávio Amary, subiu ao palco assumindo o compromisso de promover mais mulheres na construção civil. Alguns meses depois, nossa primeira oficina aconteceu em parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), apresentando-se como um ambiente propício para o aprendizado e o crescimento pessoal e profissional das participantes. Durante dez dias, as alunas receberam não apenas conhecimentos técnicos sobre pintura e acabamentos na construção civil, mas também ferramentas essenciais para seu desenvolvimento, como um kit básico de ferramentas, equipamentos de proteção individual e uma ajuda de custo, garantindo assim as condições mínimas para sua atuação no mercado.


É importante ressaltar que o curso foi direcionado especificamente para mulheres da Vila Estação, uma região caracterizada pela vulnerabilidade social. Essa iniciativa não apenas proporcionou oportunidades de emprego para as participantes, mas também contribuiu para a revitalização da própria comunidade, ao promover a inserção dessas mulheres em projetos de reforma de moradias locais, como parte do programa Viver Melhor. O depoimento das alunas Ana Paula Caetano de Assis Corrêa e Silvana Aparecida Cândia evidencia o impacto positivo do programa em suas vidas. Para Ana Paula, a participação no curso representou o reconhecimento de suas habilidades e competências, permitindo-lhe conquistar um novo status profissional e pessoal. Já para Silvana, o curso foi não apenas uma oportunidade de aprendizado e inserção no mercado de trabalho, mas também um importante catalisador de sua superação pessoal, ajudando-a a enfrentar desafios como a depressão e a falta de perspectivas. Ao investir na capacitação profissional das mulheres e na revitalização de moradias, o programa não apenas transforma espaços físicos, também promove uma cultura de igualdade de gênero e com a valorização do trabalho feminino. A segunda oficina, realizada desta vez por meio da parceria entre a CDHU e a prefeitura de Carapicuíba, capacitou 15 mulheres que receberam seus diplomas no Dia Internacional das Mulheres, em 2023, numa cerimônia que deu nome à praça revitalizada pelas alunas desta edição.

A terceira oficina, fruto de uma emenda destinada pela vereadora Janaína Lima, que esteve presente na segunda edição do evento SOMA, do Instituto Mulheres do Imobiliário, capacitou 13 mulheres da Subprefeitura de Santo Amaro, levando a possibilidade de autonomia, independência financeira e capacitação para esta região de São Paulo.


Em nossa comunidade, mapeamos em 2022 a presença da mão de obra feminina em áreas diversas da construção civil e notamos um aumento significativo, especialmente em departamentos de manutenção, assistência técnica e demais reparos que precisam de um olhar mais detalhado e cuidadoso. Investir na capacitação da mão de obra feminina é uma forma de contribuir socialmente e ainda de colher ótimos resultados em performance e melhoria dos índices de aceite nas entregas das obras. Um ganha-ganha que o setor precisa reconhecer e investir!

Por Elisa Rosenthal, Diretora Presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário

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