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24 de fevereiro de 2026

Minha Casa, Minha Vida encerra 2025 com resultados históricos

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Estudo da ABRAINC mostra que o programa segue como principal política habitacional do país e avança na redução do déficit, geração de empregos e desenvolvimento urbano

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) encerrou 2025 com resultados históricos e reafirmou seu papel como principal política pública de habitação no Brasil. Com orçamento recorde de R$ 137,4 bilhões, mais de 680 mil unidades contratadas no ano e execução de 94% dos recursos previstos, o programa apresentou um dos melhores desempenhos desde sua criação, segundo análise da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC).

Para a entidade, os números refletem não apenas a retomada do programa, mas também a consolidação da parceria entre o poder público e o setor imobiliário, essencial para viabilizar a produção em escala, ampliar o acesso ao crédito habitacional e avançar na redução do déficit habitacional no país.

Desde sua criação, o Minha Casa, Minha Vida soma 10,1 milhões de unidades contratadas, com R$ 1 trilhão em recursos emprestados e R$ 136 bilhões concedidos em descontos às famílias beneficiadas. O programa também exerce papel relevante na economia, com geração estimada de 2,1 milhões de empregos por ano em toda a cadeia da construção civil.

Produção habitacional e expansão do mercado

Em 2025, o desempenho foi impulsionado principalmente pelas Faixas 1 e 2, beneficiadas por novos tetos de financiamento e ampliação dos subsídios. As mudanças ampliaram o acesso das famílias de menor renda ao crédito habitacional e deram maior previsibilidade à produção de moradias populares.

Outro destaque do ano foi a criação da Faixa 4, que passou a atender famílias interessadas em imóveis de até R$ 500 mil, ampliando o mercado e novas oportunidades para o setor imobiliário. A nova faixa tornou possível para famílias de renda média financiar esse padrão de imóvel com condições mais acessíveis do que as praticadas no mercado tradicional. 

FGTS e sustentabilidade do programa

A análise da ABRAINC mostra que 2025 foi um ano de aceleração na execução do orçamento do FGTS destinado à habitação. Ajustes regulatórios e o aquecimento do mercado de trabalho viabilizaram recordes mensais na concessão de crédito para a habitação popular, consolidando o fundo como a principal base de financiamento do programa, enquanto mudanças no saque aniversário dão maior sustentabilidade aos desembolsos.

Ao longo do ano, a participação dos financiamentos para imóveis usados caiu para 14% dos repasses, ante 20% em 2024. Já a proporção destinada às pessoas jurídicas permaneceu estável em 22%, demonstrando a importância do favorecimento à produção.

Destaques regionais e desenvolvimento urbano

No recorte regional, a cidade de São Paulo manteve protagonismo nacional, com volume de contratações sete vezes superior ao das cidades seguintes no ranking. Fora das capitais, municípios como Feira de Santana (BA) e São José do Rio Preto (SP) se destacaram, o que indica uma tendência de interiorização da produção habitacional.

Entre as capitais, além de São Paulo e Rio de Janeiro, João Pessoa e Fortaleza apresentaram desempenho relevante, refletindo o bom momento do programa na Região Nordeste.

Perspectivas para 2026

As projeções, considerando mudanças nas regras de saque- aniversário, indicam que o orçamento do FGTS deve permanecer em patamares elevados nos próximos anos, assegurando volume expressivo de recursos para o financiamento da habitação social. A entidade avalia que os ajustes recentes no saque-aniversário foram importantes para preservar a saúde financeira do fundo e garantir a sustentabilidade do programa no médio prazo.

Acesse estudo completo, com dados, rankings e análises detalhadas: 

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