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14 de outubro de 2025

Mercado imobiliário segue aquecido em capitais brasileiras no primeiro semestre de 2025

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Florianópolis, Recife e São Paulo se destacam, impulsionando o crescimento do setor

O mercado imobiliário demonstrou um desempenho robusto e promissor em diversas capitais brasileiras no primeiro semestre de 2025, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) feito com dados do GeoBrain, que analisou dados de 12 capitais: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.  

O Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos nas cidades analisadas cresceu 50% e o VGV de vendas teve uma alta de 43% em relação ao mesmo período em 2024. Em unidades, houve crescimento total de 24% nos lançamentos e de 29% em vendas.

As cidades de Florianópolis, Recife e São Paulo registraram aumentos expressivos no valor total de lançamentos de imóveis, com variações positivas de 367%, 98% e 89%, respectivamente.

Nas vendas, Florianópolis se destacou com um aumento de 170% no VGV e registrou a maior valorização do preço do metro quadrado, com um aumento de 26%, chegando a R$ 19.791 de preço médio. Recife também apresentou um aumento expressivo de 59% no VGV de vendas e de 11% no preço médio do metro quadrado no período, chegando a R$ 11.199. 

Já São Paulo reforçou sua posição de maior mercado do país com um crescimento de 64% no VGV de vendas, atingindo R$ 42,5 bilhões, e uma valorização de 10% no preço do metro quadrado em comparação ao primeiro semestre de 2024, chegando a R$ 15.886 de valor médio.

Recife, Salvador e Porto Alegre também registraram forte crescimento no VGV de vendas, com aumentos de 59%, 57% e 38%, respectivamente.

“Apesar do cenário desafiador, com a Selic em 15% e crédito mais restrito, o primeiro semestre de 2025 mostrou forte crescimento nos indicadores de mercado na maioria das capitais analisadas. O aumento generalizado do VGV de lançamentos e vendas evidencia uma demanda aquecida, consolidando o Brasil como um mercado de oportunidades no setor”, avalia Luiz França, presidente da ABRAINC.

Ele explica que alguns fatores reforçam essa tendência positiva: De acordo com pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, 49% dos brasileiros pretendem adquirir um imóvel nos próximos 24 meses — o maior índice da série histórica iniciada em 2020. “Esse movimento é sustentado ainda pelo bônus demográfico, com a população entre 35 e 40 anos crescendo 16% nos últimos dez anos, e pelo encarecimento dos aluguéis, que subiram 63% nos últimos cinco anos, mais que o dobro da inflação medida pelo IPCA (33%) no período”.

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