ABRAINC NEWS

9 de abril de 2020

Medidas da Caixa estimulam decisão de compra de imóveis, avalia Abrainc

Compartilhar:

As medidas anunciadas nesta quinta-feira pela Caixa Econômica Federal estimulam a decisão de compra de imóveis, na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França.




“Todos os mercados — baixa renda e segmento médio e alto — serão estimulados”, disse França ao Valor. As novas linhas do banco público para este pacote somam R$ 43 bilhões. As medidas entram em vigor a partir de segunda-feira.


“Trata-se de um pacote técnico, com medidas concretas. Espero que os bancos privados também olhem para o setor, que oferece um bom grau de garantia das operações”, diz França.



A Caixa divulgou nesta quinta-feira (9) que pessoas físicas e incorporadoras terão 180 dias de carência para pagamento do financiamento referente a novos empreendimentos. Outra medida direcionada às empresas é a possibilidade de antecipação de três parcelas futuras de desembolso do empréstimo à produção em relação ao cronograma de obras previsto. Tradicionalmente, o crédito às incorporadoras é desembolsado conforme o avanço da construção. O banco público passa a oferecer também a possibilidade de antecipação de até 20% dos recursos para as incorporadoras no início das obras.


No entendimento de França, no caso dos imóveis de baixa renda, as medidas beneficiam tanto compradores de unidades novas prontas quanto em construção, pois o repasse dos recebíveis dos clientes do segmento para a Caixa é feito na planta. Na faixa de médio e alto padrão, o alcance se limita a imóveis novos prontos, de acordo com o presidente da Abrainc, pois o crédito bancário ao compradores ocorre quando a carteira de consumidores é repassada pela incorporadora no momento da entrega das chaves.




Quem já tem financiamento em curso com a Caixa passa a ter a opção de, por 90 dias, realizar pagamento parcial ou suspender o desembolso das parcelas. “Isso reduz o risco de inadimplência em função da crise”, diz França.



Desde 20 de março, incorporadoras deixaram de fazer lançamentos na capital paulista, maior mercado imobiliário do país, devido à interrupção do acesso ao público nos estabelecimentos comerciais, por decreto do prefeito Bruno Covas. A apresentação de novos projetos se tornou mais desafiadora também porque a Prefeitura de São Paulo suspendeu concessão de licenças. Incorporadoras têm reforçado suas equipes de venda online, mas a comercialização de imóveis sem visitação, principalmente daqueles dos padrões médio e alto, é considerada bastante desafiadora. Na avaliação do presidente da Abrainc, as medidas anunciadas pela Caixa combinadas aos esforços de venda online contribuirão para incentivar as aquisições de unidades pelos consumidores.


Fonte: Valor Econômico

Compartilhar:

Notícias relacionadas

9 de junho de 2026

ABRAINC apoia manifesto em defesa da PEC 12 do Trabalho Flexível

Entidade se junta a organizações que representam mais de 40 milhões de empregos no Brasil em apoio à modernização das relações de trabalho

<

Categoria:
29 de maio de 2026

Novas restrições no Campo de Marte podem gerar prejuízo de R$ 25 bilhões para São Paulo em dez anos

Estudo da ABRAINC em parceria com o Secovi aponta que mudanças na operação do aeroporto impactam 90% da produção imobi

Categoria:
28 de maio de 2026

ABRAINC participa de audiência pública no STJ sobre solução extrajudicial em ações de consumo

Tema 1396 discute se consumidores devem comprovar tentativa prévia de solução antes de ingressar com ação judicial

Categoria:
26 de maio de 2026

ABRAINC defende transição mínima de 60 meses para mudanças na escala 6x1

O presidente da ABRAINC, Luiz França, concedeu entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (25/05) sobre os possíveis impactos da proposta de fim da escala 6x1 para o setor de incorporação imobiliária.

Na aval

Categoria: