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4 de setembro de 2023

Matéria do Estadão repercute avaliação do presidente da ABRAINC sobre boom imobiliário em Goiânia

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Crescimento do PIB da cidade ficou acima da média nacional e desemprego é baixo; indicadores ajudam a elevar demanda

O desenvolvimento econômico recente registado por Goiânia e região está diretamente associado ao aumento dos preços dos imóveis, segundo o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França. “A cidade teve, em 2022, um crescimento do PIB duas vezes acima da média nacional; Goiás, por sua vez, também conquistou o 2° melhor Índice de Atividade Econômica do País, medido pelo Banco Central.”

Acrescido a isso, o nível de desemprego do Estado é um dos menores do Brasil, completa França. “O grande avanço nesses indicadores econômicos acaba sendo um impulsionador para o crescimento imobiliário na região, considerando que o preço do m² na cidade ainda está abaixo das grandes cidades brasileiras”, afirma.

De acordo com dados da FipeZap+, o preço médio do metro quadrado (m²) em Goiânia subiu 45% entre 2019 e 2023. O diretor institucional do Grupo Lopes, Cyro Naufel, explica que outras duas tendências estão ligadas ao aumento de preços em Goiânia. “A primeira foi o plano diretor, que reduziu o volume que se pode construir na cidade. Antes, era possível construir 13,5 vezes a área do terreno. Agora, caiu para 7,5 vezes. Ou seja, a oferta será menor do que antes. A segunda foi a chegada dos apartamentos mobiliados e compactos na cidade, o que acontece há cerca de dois anos”, diz.

A valorização do m² é ainda maior entre os imóveis de alto padrão. Prova disso é o caso da incorporadora Opus, que teve imóveis residenciais vendidos em 2020 por R$ 2 milhões e atualmente são vendidos por R$ 4 milhões. A empresa tem agora um projeto chamado Ar Opus, com apartamentos residenciais de 208 m² a 464 m², com preços que partem de R$ 2,5 milhões e chegam a R$ 6,5 milhões.

Dener Justino, diretor da Opus, diz que um terço dos compradores dos imóveis da empresa é composto por empresários do agronegócio, enquanto os demais são médicos, advogados e empresários de setores variados.

“Os diferenciais dos nossos apartamentos são arquitetura autoral, sempre com fachada elaborada, esquadria, área iluminada e arejada, áreas comuns completas, com mobiliário de design de ponta e boa localização. Temos projetos com apartamentos com uma suíte de 48 m² até apartamentos de 500 m²”, afirma.

O superintendente da Ademi, Felipe Melazzo, lembra que o preço do m² de imóveis de luxo chega a ser quase o dobro da média geral de preços da cidade de Goiânia. “No alto padrão, o preço do metro quatro chega a R$ 11,7 mil e nas regiões dos parques, pode atingir R$ 14 mil”, afirma.

Outro termômetro do bom momento do mercado é a velocidade de vendas. Se hoje nada mais fosse lançado, o estoque atual seria zerado em 12 meses. “Isso é muito baixo, a média nacional varia entre 15 e 16 meses”, observa Melazzo. Ele acrescenta que atualmente há 110 canteiros de obras ativos na cidade.

A EBM Desenvolvimento Imobiliário, por exemplo, uma das grandes incorporadoras do Centro-Oeste, quase triplicou os lançamentos de imóveis residenciais de médio e alto padrões em Goiânia nos últimos três anos. Em 2020, tinha lançado R$ 250 milhões de valor geral de vendas e deve encerrar este ano com R$ 700 milhões. Até junho, já foram R$ 500 milhões.

“Houve uma elevação do padrão do produto muito grande nesses últimos três anos”, afirma Marcos Túlio Campos, diretor de Incorporação. Ele observa que Goiânia sempre foi uma das capitais com metro quadrado mais barato do País e havia dificuldade para aumentar preço.

No entanto, esse quadro mudou com a renda do agronegócio, dos serviços médicos e da educação. “Agora posso fazer um produto muito melhor porque o pessoal está com grana suficiente para comprar”, diz o executivo.

Em 2019, a incorporadora lançou um empreendimento com apartamentos de 450 m², um por andar, pelo preço de R$ 6,8 mil o metro quadrado. Atualmente, o valor está em R$ 12 mil e 70% do empreendimento foi comercializado.

Fonte: Estadão

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