ABRAINC NEWS

1 de fevereiro de 2023

Madeira 3D é impressa sem derrubar uma árvore

Compartilhar:

Pesquisadores do MIT descobrem forma de imprimir madeira 3D apenas a partir da reprodução de células em gel de hormônios

Com quantas árvores se faz uma canoa? Para os pesquisadores de engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a resposta é: zero. Cientistas do MIT encontraram uma forma de imprimir árvores 3D a partir de células vegetais.

Um estudo publicado na revista Materials Today lançou luz sobre a primeira madeira cultivada em laboratório impressa em 3D do mundo. Por meio dessa pesquisa, o cientista do MIT demonstrou que o desmatamento não é mais necessário para produzir madeira.

Madeira 3D: começa líquida

/uploads/2023/2/Madeira-3D-e-impressa-sem-derrubar-uma-arvore19439.jpeg

Imagem: Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)

Os pesquisadores conseguiram reproduzir uma madeira personalizável de Zínia Elegans, conhecida por ser uma flor que precisa de bastante luz solar para crescer. Células comuns de zínia foram primeiro cultivadas em um meio líquido e depois em uma solução em gel. Quase como células-tronco (ou tronco de células). Este último compreendia hormônios e nutrientes.

E, assim, conseguiram usar esse gel como matéria-prima para uma impressão 3D. Na pesquisa, eles alegaram que sua nova abordagem lhes permitiu bio-imprimir peças de madeira de qualquer forma e tamanho. Isso significa que, se você precisar de uma mesa de madeira, poderá produzi-la diretamente das células.

Hormônios comandam tudo

A partir da concentração de hormônios e nutrientes do gel, eles conseguiram mudar a rigidez, a resistência e a densidade da célula vegetal. Durante os experimentos, o material vegetal que continha altas concentrações hormonais tornou-se rígido.

“No corpo humano, você tem hormônios que determinam como suas células se desenvolvem e como certas características emergem. Da mesma forma, ao alterar as concentrações de hormônios no caldo de nutrientes, as células vegetais respondem de maneira diferente. Apenas manipulando essas pequenas quantidades químicas, podemos provocar mudanças bastante dramáticas em termos de resultados físicos”, disse a pesquisadora principal Ashley Beckwith, ao site Interesting Engineering.

Na prática, isso significa que estamos próximos de fazer produtos de madeira sem precisar cortar árvores. E, em algum momento, até mesmo ajudar a reconstruir aqueles quase 50% de plantações que foram devastadas desde 2015.

Fonte: Habitability

Compartilhar:

Notícias relacionadas

27 de julho de 2026

Padronização dos registros de imóveis deve agilizar operações de financiamento

Novo modelo nacional busca integrar cartórios, instituições financeiras e incorporadoras, reduzindo retrabalho e aumentando a previsibilidade dos processos

A padronização nacional dos r

Categoria:
15 de julho de 2026

Pesquisa da ABRAINC é destaque em análise da Exame sobre uso de IA no mercado imobiliário

Levantamento realizado pela ABRAINC e  Brain Inteligência Estratégica mostra a percepção das empresas sobre os impactos da tecnologia nos negócios.

Estudo elaborado pela ABRAI

Categoria:
2 de julho de 2026

ABRAINC participa de evento da CAIXA sobre marco de R$ 1 trilhão em crédito imobiliário

Renato Lomonaco, diretor de Assuntos Econômicos  da ABRAINC, representou a Associação em painel sobre a trajetória da habitação no país

A ABRAINC participou,

Categoria:
30 de junho de 2026

ABRAINC reúne diretores técnicos para debater planejamento estratégico na produção

Encontro exclusivo para associadas reuniu representantes de cerca de 20 empresas e discutiu desafios, inovação, industrialização e gestão de obras em grandes empreendimentos

A ABRAINC realizou, no dia 2

Categoria: