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11 de setembro de 2020

Juros baixos e competição levam a inovações no financiamento imobiliário

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O ambiente de juros baixos e o aumento da competição têm proporcionado uma série de inovações no crédito imobiliário, que passa a contar com opções variadas para quem constrói ou está em busca da casa própria.






O passo mais recente foi dado pelo Itaú Unibanco, que lançou nesta semana uma modalidade de financiamento à aquisição de imóveis indexada pela poupança. O banco já havia começado a oferecer essa possibilidade para clientes pessoa jurídica em abril, atendendo a uma demanda das incorporadoras.





Agora, na opção apresentada aos clientes do varejo, a linha terá um componente fixo de 3,99% ao ano, mais uma variável atrelada ao rendimento da poupança, que no cenário atual corresponde a 70% da Selic. Com isso, a taxa final para os clientes ficaria hoje em 5,39% ao ano — menor que a oferecida pelo próprio banco nos contratos atrelados à TR.





De acordo com simulações apresentadas pelo Itaú, a nova modalidade permite que as prestações sejam, em média, 20% menores que na linha convencional e o saldo devedor sempre é reduzido com os pagamentos. “A poupança tem como referência a variação da Selic, mas tem um teto. Por isso, traz dois elementos que oferecem conforto aos clientes. O limitador do teto da poupança traz a garantia de que a parcela não vai passar de determinado valor e o saldo devedor é amortizado todos os anos”, disse Alexandre Zancani, diretor-executivo do Itaú, a jornalistas.





Os outros grandes bancos que atuam na área também vêm apresentando novos formatos de crédito. A Caixa puxou a fila ao lançar, no ano passado, linhas indexadas pelo IPCA — que já acumulava em agosto cerca de R$ 10 bilhões em operações. O banco também começou a oferecer, no início de 2020, financiamentos com taxas prefixadas, mas, dado o cenário de juros baixos, a modalidade ainda não decolou. Nos dois casos, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, pretende resolver o descasamento entre o funding da poupança, que tem liquidez diária, e os contratos de longo prazo. O executivo também pretende securitizar a carteira.


Fonte: Valor Econômico




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