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26 de agosto de 2025

Intenção de compra de imóveis atinge recorde no Brasil, aponta pesquisa da Brain

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49% dos brasileiros querem adquirir um imóvel nos próximos 24 meses; busca por moradia melhor, transições de vida e investimento são os principais motivos

A intenção de compra de imóveis no Brasil chegou a 49% no 2º trimestre de 2025, de acordo com pesquisa da consultoria Brain Inteligência Estratégica, divulgada pelo Estadão. O levantamento aponta que quase metade dos brasileiros pretendem adquirir um imóvel nos próximos 24 meses, mesmo com a Selic elevada (15%). O número é o mais alto já registrado na série histórica da pesquisa, que começou em 2020. O estudo considerou pessoas com renda mensal igual ou superior a R$ 2,5 mil.

Para o consumidor de alta renda, com salário acima de R$ 20 mil mensais, a intenção de compra chega a 58%, sendo a mais alta de todas as faixas do estudo.

Os principais motivos apontados na pesquisa são:

  • Momentos de transição na vida (45%), como sair do aluguel, casamento ou compra do primeiro imóvel;
  • Busca por uma moradia maior e melhor (34%);
  • Investimento (15%).

Segundo Fabio Tadeu Araujo, CEO da Brain, a combinação de baixa taxa de desemprego (5,8%) e renda em alta reforça o cenário positivo para aquisição de imóveis, mesmo com o custo do crédito elevado. “O consumidor percebe uma oportunidade de melhorar de vida ao comprar uma moradia própria, maior ou em uma localização melhor”, afirma.

O interesse também é sustentado pela atratividade do investimento imobiliário. Um estudo do FGV IBRE em parceria com o QuintoAndar indica que a rentabilidade média com imóveis em 2024 foi de 19,1%, somando valorização (12,9%) e aluguel (6,2%).

Quem mais pretende comprar?

A pesquisa revela maior intenção entre:

  • Jovens da geração Z;
  • Famílias com renda acima de R$ 20 mil mensais (58%);
  • Moradores do Sudeste.

Além disso, os imóveis mais buscados têm valores entre R$ 600 mil e R$ 800 mil (+166% em relação ao 1º trimestre) e acima de R$ 800 mil (+50%).

Redação ABRAINC, com informações do Estadão

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