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Intenção de compra de imóveis atinge 56% na Geração Z e derruba tese da locação permanente
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A percepção de que as novas gerações abandonariam a propriedade imobiliária em favor do aluguel perde força diante dos dados mais recentes do setor. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), a intenção de compra de imóveis entre integrantes da Geração Z - jovens entre 21 e 28 anos - atingiu 56% em 2025, o maior patamar já registrado.
O principal fator que impulsiona essa mudança é a busca por autonomia patrimonial, citada por 11% dos entrevistados, indicando uma transição relevante no comportamento financeiro. O jovem deixa de ocupar exclusivamente a posição de inquilino e passa a se enxergar como investidor ativo, interessado na construção de uma base patrimonial desde o início da vida adulta.
Liquidez recorde confirma novo padrão de consumo
A incorporação imobiliária passou a responder rapidamente a essa demanda. Para atender esse público, a Construtora Vanguard estruturou seus lançamentos sob o conceito de Life on Demand, priorizando localização, conectividade urbana e infraestrutura de serviços em detrimento de grandes metragens privativas.
Um exemplo concreto dessa aderência ao novo perfil comprador é o desempenho comercial do Pulse, em Curitiba. Localizado no Água Verde, bairro mais buscado da capital paranaense, o empreendimento comercializou 75% de suas unidades em apenas 13 horas, estabelecendo um marco de liquidez no mercado local. Outros marcos ocorreram com o empreendimento Mindse7, localizado no centro da cidade, 100% comercializado no pré-lançamento e o Madá, localizado em Londrina, com 75% das unidades comercializadas no lançamento.
O resultado evidencia o apetite da Geração Z por ativos funcionais, concebidos não apenas como moradia, mas como um "hardware de rendimento", com potencial de uso, locação e valorização futura.
Conveniência urbana impulsiona valor e liquidez
Além da velocidade de vendas, a nova geração prioriza ativos com alto grau de adaptação ao cotidiano urbano. A arquitetura funcional e a presença de serviços integrados são determinantes tanto para o uso próprio quanto para o desempenho no mercado secundário.
Empreendimentos como o Shift, em Porto Alegre, ilustram essa lógica ao privilegiar áreas comuns inteligentes e plantas otimizadas, próximas a polos educacionais, de trabalho, serviços e lazer. O modelo atende às expectativas de conveniência da Geração Z e assegura ao comprador um ativo com elevado potencial de liquidez, reduzindo o risco de vacância ou de baixa atratividade futura.
Esse movimento reforça que a mudança não está no abandono da propriedade, mas na ressignificação do produto imobiliário: menos metragem, mais funcionalidade, mobilidade e integração urbana.
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