ABRAINC NEWS

14 de março de 2025

Incorporadoras imobiliárias criticam coexistência de novo consignado privado e antecipação de saque-aniversário

Compartilhar:

Entidade argumenta que a expansão dos saques do Fundo pode comprometer sua sustentabilidade e prejudicar milhões de brasileiros que dependem do crédito habitacional

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) reforçou sua preocupação com a coexistência do novo crédito consignado privado e do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inclui a antecipação, pelos bancos, desses recursos do Fundo aos trabalhadores. Segundo a entidade, a extinção do saque-aniversário é necessária para “garantir a sustentabilidade” do Fundo.

O novo crédito consignado privado prevê, futuramente, o uso de parte dos recursos do FGTS como garantia do empréstimo com desconto em folha de pagamento. Ainda será regulamentada a possibilidade de uso como garantia de até 10% do saldo no FGTS e de 100% da multa rescisória em caso de demissão.

Com a existência de ambas as linhas, a Abrainc argumenta que a expansão dos saques do Fundo pode comprometer sua sustentabilidade e prejudicar milhões de brasileiros que dependem do crédito habitacional para conquistar sua casa própria.

Na visão da Abrainc, é necessária a descontinuação do saque-aniversário, uma vez que o trabalhador já terá acesso a uma nova modalidade de crédito com taxas competitivas.

“O empréstimo do ‘consignado saque-aniversário’ bloqueia os recursos antecipados pelos cotistas, o que compromete o acesso dos trabalhadores ao saldo de suas contas do FGTS na hora de comprar imóveis e em situações de emergência. Precisamos ainda considerar que, no consignado e-Social (novo consignado privado), 10% dos recursos do cotista também serão bloqueados”, disse a Abrainc.

A associação acrescenta que o FGTS “já sofre com os efeitos negativos do saque-aniversário”. Segundo eles, a modalidade já retirou mais de R$ 142 bilhões do fundo, comprometendo sua destinação original: financiar moradias para a população de baixa renda, obras de saneamento e infraestrutura.

O percentual de beneficiários do programa “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV) que usam o FGTS para dar entrada no imóvel caiu de 73% em 2020 para 30% em 2024, diz a Abrainc. “Caso as duas medidas sigam de forma paralela irá comprometer a geração de empregos e renda de forma significativa. A construção contribuiu com 7% do PIB e 10% dos empregos no Brasil”, acrescentaram.

Fonte: Valor Econômico

Compartilhar:

Notícias relacionadas

11 de março de 2026

Setor produtivo alerta para impactos da redução da jornada de trabalho em vídeo

Material assinado por mais de 125 entidades aponta que proposta pode elevar custos da construção e dificultar o acesso à casa própria

Categoria:
10 de março de 2026

Editorial: Redução da jornada de trabalho e os impactos negativos para a sociedade

A redução abrupta da jornada, sem ganho de produtividade, ameaça emprego, competitividade e o acesso à moradia

Saiba mais

9 de março de 2026

Mulheres à Obra 2026: setor da construção como aliado no combate à violência contra a mulher

Diante do avanço de casos de feminicídio no país, a quinta edição da campanha convida o setor a refletir sobre como contribuir para o enfrentamento à essa questão, r

Categoria:
25 de fevereiro de 2026

Estudo da ABRAINC sobre impactos do fim da escala 6x1 nos preços dos imóveis novos é destaque na imprensa


Categoria: