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12 de março de 2021

Incorporadoras esperam que reformas ganhem força no 2º semestre, diz presidente da Abrainc

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O presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, afirmou nesta quinta-feira que o setor espera que as reformas administrativa tributária ganhem força no segundo semestre.






“O setor de construção figura entre os que mais acreditam no Brasil e na sua economia”, disse França no evento Summit Abrainc 2021. O representante setorial ressaltou que a construção teve importante papel na geração de empregos no ano passado.



O presidente da Abrainc citou que o país tem déficit habitacional de 7,8 milhões de moradias e que a demanda chegará a 11,4 milhões de unidades até 2030.





Ele destacou que o Brasil vive momento “que não é fácil”. “Temos um problema sanitário e econômico. À medida que cresce a vacinação, abre-se um período em que cresce a esperança”, disse. França citou que a intensidade da vacinação fará diferença na retomada, assim como as reformas “são muito importantes”.





Para o presidente do conselho de administração da MRV e conselheiro da Abrainc, Rubens Menin, as reformas administrativa e tributária, além da PEC Emergencial, são a “grande ancoragem para segurar juros, inflação e para a economia viver em um ambiente mais saudável”. “Vamos unir forças, trabalhar em prol do Brasil. O setor apoia integralmente as reformas”, disse Menin.





O empresário ressaltou que a alta da inflação e o risco de elevação dos juros são desafios para o setor imobiliário. Em 2020, as vendas de imóveis foram muito estimuladas pelos juros baixos. “Quanto menor os juros, menor a prestação e maior a abrangência de famílias no crédito imobiliário”, disse Menin. Ele citou que o setor ainda não produz número suficiente de moradias para atender à demanda. “Não existe desenvolvimento social sem uma boa moradia. A Caixa Econômica Federal tem sido brilhante nas medidas tomadas para incentivar o setor”, disse.





Expectativas positivas





O setor de incorporação iniciou 2021 com expectativas positivas, conforme levantamento realizado pela Deloitte, a pedido da Abrainc, entre 16 de dezembro a 22 de janeiro. Do total das empresas entrevistadas, 95% pretendiam lançar empreendimentos nos 12 meses seguintes. No segmento do programa habitacional Casa Verde e Amarela, 100% das incorporadoras tinham essa intenção e, nos padrões médio e alto, 91%.





“A demanda por imóveis residencial permanece aquecida. Há expectativa que, com a diminuição da pandemia de covid-19, o avanço e a chegada das vacinas, o setor de incorporação continue crescendo. O que precisamos assistir é à redução das incertezas em relação à pandemia e à retomada da economia”, disse a diretora do setor imobiliário da Deloitee, Claudia Baggio.



A pesquisa apontou que as empresas do programa habitacional esperam aumento de preço dos imóveis em 4,9% em 12 meses. No segmento de médio e alto padrão, a perspectiva é de aumento de 6,5%. No combinado das faixas, a alta esperada é de 5,7%. No quarto trimestre, 53% do total das empresas sentiram crescimento da procura por imóveis e 55% registraram incremento das vendas.





Das 45 participantes do levantamento, 80% são construtoras e incorporadoras e 20%, apenas incorporadoras. Vinte e cinco por cento das empresas atuam somente no Casa Verde e Amarela, 30% somente no segmento de médio e alto padrão e 45%, em todas as faixas.





Claudia Baggio afirmou esperar aumento de preços dos imóveis residenciais lento e gradativo, em ritmo sustentável. A executiva afirmou que o segmento residencial continua com a expectativa de crescimento, estimulado pelas taxas de juros.






A presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Teixeira Portella, comparou que os preços dos imóveis estão se recuperando, após defasagem nos últimos anos, mas ainda não atingiram os patamares de 2014, quando estavam no pico. As duas executivas ressaltaram que a pandemia de covid-19 resultou em valorização das moradias, considerando-se o isolamento social e que parte da pessoas está trabalhando em sistema de “home office”.


Publicado no Valor Econômico





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