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23 de junho de 2025

Habitação de interesse social precisa de estabilidade e visão de longo prazo, aponta CEO da MRV

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Eduardo Fischer, CEO da MRV, reforça em seu discurso sobre a necessidade da padronização da legislação para viabilizar a habitação de interesse social nas cidades e agilizar a entrega de moradias para as famílias brasileiras. A fala foi no evento Construa Sul, em Curitiba, no último dia 13 de junho.

“Os grandes desafios da moradia de interesse social são o crédito e a regulamentação. Nosso mercado é muito regulado e todas as partes precisam se envolver para garantir o avanço rápido e o atendimento às famílias que precisam”, afirmou ao ser questionado sobre os desafios das moradias de interesse social.

Fischer fez um comparativo que enquanto nos EUA um projeto habitacional é aprovado em um ano, no Brasil, pode levar até 7 anos. Apontou que, frente a essa questão, a solução que as famílias encontram são moradias informais espalhadas em grandes e médios centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Caxias do Sul e Osasco.

“É preciso padronizar a legislação, que é diferente em cada município. Se conseguirmos fazer esse movimento juntamente com ampliação de crédito, daremos um salto enorme para atender as famílias de forma mais efetiva e na velocidade necessária. Seria algo transformador para a sociedade e para as vidas das pessoas que buscam moradia”, afirma.

Fischer citou ainda que a Cohapar e programas como o MCMV e o Casa Fácil existentes no Paraná, são incentivos que facilitam o acesso das famílias à moradia formal segura.

O presidente da Cohapar, Jorge Lange, complementou a fala de Fischer e manifestou interesse no desenvolvimento de um projeto piloto no estado para padronizar a legislação atual. “O povo precisa, a indústria quer fazer e temos as dificuldades legislativas. Há grande interesse em viabilizar essa padronização nos municípios do Paraná e fazermos um projeto piloto no estado para ganharmos agilidade no processo e atender mais rapidamente os problemas de moradia para os paranaenses. Essa parceria precisa ser feita junto a outros órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente, por exemplo”, afirmou.

Fischer reforça que é fundamental essa articulação com os órgãos envolvidos e se dispôs a ajudar com esse projeto, que é algo que já está ocorrendo em Minas Gerais, estado-sede da MRV.

Moradias sociais no Paraná

A atuação da MRV no Sul do Brasil tem se destacado nos últimos anos, especialmente no Paraná. De acordo com dados da própria companhia, o estado está entre os cinco principais mercados da construtora, com mais de 35 mil unidades lançadas e entregues nos últimos 15 anos. Só em Curitiba e região metropolitana, a MRV já entregou mais de 18 mil unidades habitacionais, tornando-se uma das principais responsáveis pela expansão urbana voltada à moradia popular.

Cidades como Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa também registram presença significativa da empresa. Em muitas dessas localidades, a MRV lidera o mercado de habitação popular com uma participação estimada entre 20% e 30% do volume de novas unidades residenciais destinadas à faixa de renda até três salários mínimos.

O governador do Paraná Ratinho Junior destacou o programa Casa Fácil no primeiro dia do evento, ao lado dos governadores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Considerado o maior programa de habitação popular regional do Brasil, o programa beneficiou mais de 110 mil famílias, com R$ 1,2 bilhão investido e novos aportes previstos de R$ 1,5 bilhão. Ele defendeu ainda a valorização da indústria local, com foco em agregar valor à produção e melhorar a logística. “No Sul aprendemos a estrada que queremos pegar, e isso fez os estados se organizarem e se planejarem”, finalizou.

No contexto regional, a MRV também atua fortemente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Em Florianópolis, Joinville, Porto Alegre e Canoas, a MRV tem ampliado sua presença com projetos que buscam integrar habitação acessível à mobilidade urbana, levando infraestrutura a essas localidades.


Fonte: Diário da Indústria&Comércio

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