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13 de setembro de 2023

Futura sede própria da Associação Fernanda Bianchini terá nomes de doadores inscritos em tijolinhos da obra

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Com doações a partir de R$ 250,00, pessoas físicas, jurídicas ou instituições que se interessam pela causa podem contribuir para a conclusão do novo prédio que abrigará a Cia Ballet de Cegos, única do gênero em todo o mundo

Com a primeira fase da construção da nova sede já iniciada, a Associação Fernanda Bianchini, instituição que é referência na inclusão de deficientes através da dança, reforça a campanha de doações 'Vamos juntos construir a nossa sede. Somos muitos, com seu apoio seremos mais!', que visa estimular a arrecadação para a entrega da obra dentro dos próximos 12 meses.

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Com a doação, qualquer pessoa ou empresa poderá marcar seu nome nesse empreendimento histórico para a Associação e também para a cidade de São Paulo, através de tijolinhos que irão eternizar todos os colaboradores que tornaram esse sonho realidade. Essa possibilidade também se revela como uma excelente oportunidade para homenagear um familiar ou amigos com deficiência, assim como pessoas que apoiam ou desenvolvem trabalhos para essa causa.

Para doar, a Associação disponibiliza três opções de tijolinhos com cores que diferenciam cada valor - Azul (R$ 250,00), Rosa (R$ 1.000,00) e Branco (R$ 5.000,00) -, que poderão ser adquiridos através do site oficial da entidade. Esses tijolinhos irão compor um grande mural com o nome de todos os doadores como forma de agradecimento e inspiração sobre a importância da solidariedade e amor ao próximo. 

“Mais do que nunca, precisamos do apoio e colaboração de todos para concluir a obra não só para triplicar nossa capacidade de atendimento gratuito, mas também para oferecer para a cidade de São Paulo um centro de referência na inclusão de pessoas com deficiência através da dança”, declara Fernanda Bianchini, fundadora da associação.

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“Além disso, o novo prédio irá acolher a Cia Ballet de Cegos, única em todo o mundo, possibilitando o oferecer novas vagas para bailarinos interessados e melhores condições para o desenvolvimento do trabalho desses profissionais. Também poderemos incrementar a disseminação do método de ensino de dança para cegos, um projeto originalmente brasileiro, para qualificar professores do Brasil e do exterior que tenham interesse na inclusão de PCDs”, completa Fernanda.    

Nova sede 

Com o novo prédio, a Associação, que atualmente atende gratuitamente 400 alunos com aulas presenciais e online - aí incluídos deficientes visuais (60%), pessoas com outros tipos de deficiências e síndromes (30%) e participantes sem nenhum tipo de deficiência (10%) -, além de promover atividades específicas para familiares e acompanhantes, pretende triplicar sua capacidade.

Com um projeto arquitetônico desenvolvido especificamente para atender as necessidades dos alunos em termos de inclusão e acessibilidade, a obra irá contar com uma área construída com quase 1.400 m², com as seguintes características:

  • Subsolo: Auditório para apresentações da Cia Ballet de Cegos e um foyer para exposições;
  • Térreo: Recepção, sala preferencial para cadeirantes e salas de fisioterapia;  
  • 1º andar: 2 salas de dança e vestiários acessíveis; 
  • 2º andar: Sala da Cia ballet de Cegos anexa à sala da diretoria, com um grande visor de vidro que possibilita reuniões com vista para os ensaios e áreas administrativas;
  • 3º andar: Copa/cozinha, sala de música e área externa com horta sensorial; 
  • 4º andar: Depósito e salas administrativas;
  • 5º andar: Área técnica.  

Segundo Adriana Noya, arquiteta responsável pelo projeto, a nova sede da Associação pretende se tornar um marco e reforçar as possibilidades de acessibilidade e mobilidade urbana na região onde está localizada, a apenas alguns passos da estação Metrô Jabaquara, na capital paulista.

“O projeto foi pensado em acessibilidade, pois a grande maioria dos usuários serão pessoas com deficiência. Por isso, não nos limitamos a seguir as normas de acessibilidade convencionais, pensando como os alunos vão interagir com os espaços. Os corrimãos, por exemplo, irão contar com inscrições em braile que direcionam a todos os ambientes”, informa Adriana.

“Também levamos em conta as questões de sustentabilidade e ambientais, escolhendo materiais com componentes reciclados e recicláveis, além da iluminação com LED que, além de não possuir elementos poluentes ou contaminantes, consome menos energia", completa a arquiteta.

“Foi o projeto mais desafiador que já realizei, principalmente porque não existe na legislação específica para escolas de dança e artes para pessoas com deficiência, então seguimos um dos mais restritivos de todos para esse tipo de construção que é o direcionado para escolas para pessoas com deficiência. Um exemplo de exigência por não existir uma legislação específica, é a comparação com uma sala onde no máximo 30 alunos fariam aula de dança, sendo que no nosso projeto tivemos que considerar uma ocupação de mais de 100 pessoas, o que exige muito mais espaço com rotas de fuga, cálculos de escadas e áreas de refúgio. Porém, apesar de seguirmos as legislações mais restritivas e um processo de aprovação mais longo conseguimos, finalmente, iniciar a construção física desse sonho”, finaliza Adriana.  

Conheça o Instagram da Associação Fernanda Bianchini: @associacaofernandabianchini

Futura sede própria da Associação Fernanda Bianchini

Rua Nelson Fernandes, 217 - Vila Guarani - SP

Próximo à estação Metrô Jabaquara

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