ABRAINC NEWS

14 de novembro de 2023

Fundador da Cyrela, Elie Horn investe no “banco dos condomínios” CondoConta

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A CondoConta ganhou um novo investidor. Através da empresa SYN Proptech, Elie Horn, fundador da Cyrela, entrou para o grupo de acionistas da companhia ao participar de uma rodada de série A na qual a fintech levantou R$ 72,3 milhões junto a gestoras que já haviam investido na operação, como Igah Ventures, Terracotta Ventures e Endeavor Scale-Up Ventures,

Outro investidor que participou da rodada é a Redpoint eventures, gestora de venture capital que já investiu em mais de 50 startups com dois fundos que somados levantaram mais de US$ 300 milhões. Ainda que não esteja fazendo novos investimentos, a gestora criada por Anderson Thees, Manoel Lemos e Romero Rodrigues segue fazendo operações de follow on.

Essa é a sétima captação feita pela startup que atua como um banco voltado para condomínios. Feita há seis meses, só agora, o aporte está se tornando público. No mês passado, a CondoConta levantou também R$ 30 milhões junto à gestora EXT Capital, criada por Gabriel Sidi, ex-DOMO Invest.

No total, a fintech já recebeu mais de R$ 210 milhões e esse valor ainda pode aumentar nos próximos meses. “Estamos negociando uma extensão da rodada de série A”, diz Rodrigo Della Rocca, cofundador e CEO da CondoConta, em entrevista ao NeoFeed. “Abrimos a rodada no meio da tempestade. Agora, os investidores estão mais seguros.”

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Rodrigo Della Rocca, CEO e fundador da CondoConta

Para atrair os investidores, a CondoConta aposta em um modelo de negócio em que tenta resolver a principal dor de cabeça dos síndicos: a falta de dinheiro para pagar as contas ou para investir em melhorias para os imóveis.

Para ganhar dinheiro, a companhia aposta, principalmente, na antecipação de recebíveis. “O síndico muitas vezes não sabe como cobrar um condômino que está com as contas atrasadas. A gente fornece o capital e a dívida dele passa a ser com a gente”, afirma Rocca. Cerca de 90% da receita do negócio, não divulgada, vem dessa frente.

Uma segunda fonte de receita vem do fornecimento de crédito. Neste ponto, a fintech tenta aproveitar um vácuo no mercado. “Os bancos não emprestam dinheiro para os condomínios”, diz Rocca. De acordo com o empreendedor, o empréstimo é voltado para melhorias, como a instalação de placas de energia solar.

O plano da companhia é utilizar o dinheiro captado até aqui para a acelerar a expansão no Brasil. Com 3 mil condomínios atendidos, a CondoConta nada em um mar aberto. “O Brasil tem mais de 500 mil condomínios e estamos em um mercado muito fragmentado”, afirma Rocca.

Fonte: NeoFeed

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