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Estudo da FIESP aponta que burocracia pode custar R$ 59,1 bilhões ao setor da construção até 2025
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O estudo “Burocracia na construção: o custo da ineficiência nos processos”, elaborado pela Deloitte para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgado nesta semana, aponta que a burocracia pode custar R$ 59,1 bilhões ao setor da construção até 2025.
Realizado entre março e abril deste ano, o estudo ouviu 40 executivos das maiores empresas de Construção Imobiliária e de Infraestrutura que atuam no Brasil, além de lideranças de órgãos públicos e de cartórios, buscando identificar os principais desafios burocráticos que afetam projetos de construção no país.
O levantamento destaca que, na Construção Imobiliária, a aprovação de projetos em condomínios, prédios ou loteamentos pode levar entre um ano e meio e dois anos. Este período, somado ao tempo de construção, de até três anos, pode fazer com que a duração do projeto chegue a cinco anos.
Ineficiência nos processos pode aumentar o prazo médio de execução em até 16 meses para obras de Infraestrutura e em até 13 meses para Construção Imobiliária.
Maiores entraves
- No ranking dos maiores entraves na Construção Imobiliária, 74% dos entrevistados citam o tempo para aprovação de documentos nas prefeituras como maior problema.
- A dificuldade no acompanhamento do processo e da documentação nos órgãos públicos, onde ficam retidos para assinatura, revisão ou aprovação, foi lembrada por 68% dos respondentes de Construção Imobiliária.
- A insegurança jurídica, causada pela falta de clareza quanto às legislações (ou pelo excesso delas), pela possibilidade de diferentes interpretações ou pelas mudanças constantes, foi indicada por 63% dos entrevistados de Construção Imobiliária.
- 53% dos entrevistas apontaram que o desalinhamento entre órgãos e esferas públicas é outro grande desafio.
- A demora para realização de fiscalização e vistorias e os processos cartorários também foram apontados como entraves para 53% dos entrevistados de Construção Imobiliária.
As tecnologias digitais são um caminho apontado pelo estudo para transformar os processos, integrando novas soluções a eles e, assim, garantindo eficiência a partir da desburocratização.
Redação ABRAINC, com informações da FIESP
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