ABRAINC NEWS

24 de fevereiro de 2022

Entidades do setor enviam carta ao ministro Paulo Guedes para contestar novos saques do FGTS

Compartilhar:

ABRAINC, CBIC, Secovi-SP e demais entidades do setor da Construção Civil enviaram carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para contestar a possibilidade de liberação de novos saques nas contas do FGTS.


As entidades ressaltam no documento que em 2019 e 2020 este mesmo procedimento foi utilizado, e não houve qualquer avaliação de resultados sobre o impacto real na economia.


Liberar novos saques do fundo compromete a capacidade de investimento em habitação, saneamento básico, infraestrutura, além de prejudicar a geração de empregos e o crescimento econômico.




“Para se ter uma ideia, a cada R$ 1 bilhão de investimento em habitação, gera-se cerca de 24 mil empregos, principalmente para a população de baixa renda”, explica o presidente da ABRAINC, Luiz França.



José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), diz que o FGTS não deve ser percebido como complemento de renda. “É funding para investimentos, é geração de bem-estar, emprego e renda para a população”, enfatizou. De acordo com ele, é criada uma falsa impressão de que o saque irá ajudar na economia. “Não é verdade. Fizemos em outros momentos análise posterior e o pequeno ganho que traz é muito inferior ao que perdemos. Perde-se o emprego gerado na contratação de habitações e saneamento. Emprego este que gera renda numa cadeia horizontal, capilaridade, com efeitos imediatos que se propaga por toda economia”, ressaltou.


Martins reiterou que o Fundo foi feito para investimento. “No caso de liberação, saca, consome e pronto. Os benefícios do FGTS com investimento são totalmente positivos e não podem ser interrompidos por medidas que, apesar de bem-intencionadas, não resultarão em emprego e renda sustentáveis para a população”, concluiu Martins.



Leia o posicionamento do setor na íntegra

Compartilhar:

Notícias relacionadas

11 de março de 2026

Setor produtivo alerta para impactos da redução da jornada de trabalho em vídeo

Material assinado por mais de 125 entidades aponta que proposta pode elevar custos da construção e dificultar o acesso à casa própria

Categoria:
10 de março de 2026

Editorial: Redução da jornada de trabalho e os impactos negativos para a sociedade

A redução abrupta da jornada, sem ganho de produtividade, ameaça emprego, competitividade e o acesso à moradia

Saiba mais

9 de março de 2026

Mulheres à Obra 2026: setor da construção como aliado no combate à violência contra a mulher

Diante do avanço de casos de feminicídio no país, a quinta edição da campanha convida o setor a refletir sobre como contribuir para o enfrentamento à essa questão, r

Categoria:
25 de fevereiro de 2026

Estudo da ABRAINC sobre impactos do fim da escala 6x1 nos preços dos imóveis novos é destaque na imprensa


Categoria: