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Encerramento do INCORPORA aborda desafios para 2022 com ministro Paulo Guedes, presidente da Caixa e grandes players do mercado imobiliário
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O INCORPORA 2021 foi encerrado nesta quarta-feira (20) com um debate sobre as perspectivas para o mercado imobiliário em 2022 e os desafios para a retomada econômica. Também houve apresentação de estudo inédito realizado pela ABRAINC em parceria com a Fipe sobre Affordability e o poder de compra de imóvel pelo consumidor brasileiro. O evento aconteceu em formato híbrido, presencial e online, e contou com audiência de mais de 1100 pessoas.
Com mediação do jornalista William Waack, o encerramento do 4º INCORPORA teve as presenças de Luiz França, presidente da ABRAINC; Paulo Guedes, ministro da Economia; Pedro Guimarães, presidente da CAIXA; Eduardo Zylberstajn, economista e consultor da Fipe; Bruno Bianchi, diretor comercial do segmento imobiliário do Itaú BBA; Marcos Caielli, diretor de produtos imobiliários da B3; Ubirajara Freitas, CEO da Tegra; e Victor Bassan, CEO da Pacaembu.
Na abertura do evento, o presidente da ABRAINC, Luiz França, destacou a força que o segmento tem para gerar empregos e puxar a retomada econômica nesse pós-pandemia. Para isso, é fundamental ter uma “economia estável e juros baixos”. O caminho, de acordo com ele, é perseverar com as reformas para reduzir gastos e colocar a economia na rota do crescimento sustentável.
O presidente da ABRAINC ainda parabenizou o setor pelas eficientes ações que foram adotadas no combate à pandemia e revelou que as pesquisas da entidade apontam para um baixíssimo nível de letalidade da Covid-19 em trabalhadores de incorporadoras e construtoras. “Pesquisa com 84 mil funcionários constatou apenas 30 mortes. Não existe um índice igual em nenhum lugar do Brasil. Graças ao empenho na segurança de trabalho contra a pandemia no setor. Além disso, 90% dos nossos funcionários já foram vacinados”, revelou.
Reformas
A necessidade de reformas e de seguir com responsabilidade fiscal foram pontos ressaltados também por Paulo Guedes, ministro da Economia. Ele explicou que o governo tem um duplo compromisso: por um lado, garantir dinheiro para combater a pandemia e ajudar as famílias mais vulneráveis nesse momento difícil. Por outro lado, seguir com responsabilidade fiscal. “Não podemos empurrar o custo de nossas guerras para as próximas gerações”, disse.
O ministro destacou que continuará lutando pelas reformas. “Queremos ser um governo reformista e popular, e não um governo populista. Reforma Administrativa, Reforma Tributária ampla, privatizações”, disse.
Ele enalteceu ações já realizadas, como concessões de portos, aeroportos, ferrovias e novos marcos regulatórios. “São R$ 540 bilhões em investimentos já contratados”.
Por fim, Paulo Guedes parabenizou os empresários pelo trabalho que têm feito. “Vocês têm sido incansáveis, sempre apoiando as reformas, pensando no Brasil. Vocês estão botando o país em pé de novo, depois dessa terrível pandemia”, salientou.
Para o CEO da Tegra, Ubirajara Freitas, a primeira medida de impacto que o Brasil precisa é promover uma reforma política para reduzir o número de partidos. Após isso, fazer uma grande reforma administrativa, que corte privilégios e permita reduzir gastos e a carga tributária. “Todos têm que dar as mãos para essas duas reformas acontecerem. Estou otimista para 2022”, afirmou.
“Perseverar com as reformas política, administrativa e tributária é fundamental para manter a taxa de juros abaixo de dois dígitos e impulsionar o setor”, destacou Marcos Caielli, diretor de Produtos Imobiliários da B3.
Affordability
Eduardo Zylberstajn, economista e consultor da Fipe, apresentou estudo inédito realizado pela ABRAINC em parceria com a Fipe sobre Affordability e o poder de compra de imóvel por parte do consumidor brasileiro.
Segundo um dos dados do estudo, o tamanho de um imóvel médio que uma família brasileira pode comprar saltou de 58 m², em 2018, para 66 m², em 2021 – um crescimento de 14%.
“O imóvel tem se tornado mais acessível para as famílias. O Brasil vem melhorando ao longo das últimas décadas. Manter a economia em uma trajetória de controle da dívida e responsabilidade fiscal é essencial para manutenção desse cenário”, explicou Zylberstajn.
Presidente da Caixa enaltece parceria com o setor
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, destacou números do banco no setor de habitação e parceria com o setor privado: "A Caixa sempre foi muito forte na habitação popular. Hoje temos 99,99% dos contratos. Colocamos o pé no acelerador e ultrapassamos 50% nos financiamentos via SBPE. Conversamos periodicamente com o mercado, e a partir de contatos com a ABRAINC, disponibilizamos novos produtos, como modalidades atreladas ao IPCA, ao rendimento da poupança, e a taxa pré-fixada. Estamos abertos a sugestões de vocês para aprimorar cada vez mais o setor”, afirmou.
De acordo com Guimarães, a oferta de crédito da Caixa em 2022 será maior que a desse ano. “Se tivermos que reduzir o spread de curto prazo, faremos, pois temos convicção no crescimento do Brasil”, complementou.
Debates
Bruno Bianchi, diretor comercial do segmento imobiliário do Itaú BBA, diz que está otimista com a trajetória da economia na perspectiva de médio prazo. “Para o final de 2022, começo de 2023, acreditamos que o país volte a crescer por volta de 2% e a taxa de juros volte a cair. A tendência é que os juros parem no patamar de um dígito e o preço dos imóveis podem subir em valores reais, com inflação controlada.”
O combate à inflação foi uma cobrança de Victor Bassan, co-diretor presidente da Pacaembu. Ele alegou que apenas com os preços sob controle e juros baixos o país terá fundamentos para diminuir o déficit habitacional. “Temos uma grande demanda habitacional no país. Controlar a inflação é fundamental para manter o poder de compra das pessoas e atender essa demanda em 2022”, afirmou.
Ao fim dos debates, o presidente da ABRAINC parabenizou toda a organização do evento e agradeceu às mais de 4 mil pessoas que participaram dos seminários ao longo do mês.
Redação ABRAINC
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