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10 de julho de 2025

Emccamp tem rating de crédito elevado e projeta quase dobrar lançamentos no programa Minha Casa, Minha Vida

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Em entrevista ao blog da Revista Economia S/A, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa projeta alcançar R$ 2 bilhões em VGV até 2027, apoiada no ciclo positivo do Minha Casa, Minha Vida e no fortalecimento da estrutura financeira

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A construtora Emccamp Residencial recebeu na última quinta-feira, 3, a elevação de seu rating de crédito (classificação de risco) pela agência S&P Global Ratings, passando de A+ para AA. O movimento reflete o fortalecimento da estrutura financeira e organizacional da companhia, que se prepara para acelerar o crescimento nos próximos anos, em linha com o ciclo favorável do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Com atuação em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Emccamp lançou, em 2024, um total de 2,6 mil apartamentos, com valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 1,2 bilhão. A meta é chegar a R$ 2 bilhões em VGV até 2027, o que representa uma expansão da ordem de 70%, segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores, André Avelar. A expectativa é quase dobrar o volume de lançamentos no período, impulsionada pelo ambiente de maior estímulo ao crédito imobiliário e por medidas do governo federal que ampliaram a base de beneficiários do MCMV, reduziram taxas de juros e aumentaram subsídios.

“O cenário é positivo, com demanda consistente, sustentada pelo nível elevado de emprego, crescimento da massa de renda e inflação controlada. A perspectiva continua excelente para nós e para o segmento como um todo. Agora é a hora da habitação popular entregar muitos bons resultados”, afirma Avelar.

O desempenho operacional também tem sustentado a confiança da companhia. Em 2024, a Emccamp reportou receita líquida de R$ 904 milhões, Ebitda de R$ 107 milhões e lucro líquido de R$ 77 milhões, equivalente a uma margem líquida de 8,5%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 16%, com a meta de atingir 30% no médio prazo.

No aspecto de estrutura de capital, a companhia manteve o balanço com baixos níveis de endividamento. A dívida líquida encerrou o ano em R$ 10 milhões, montante equivalente a apenas 2% do patrimônio líquido. A trajetória conservadora é resultado de uma expansão gradual após duas tentativas de abertura de capital (IPO) em 2013 e 2020, que não avançaram. “Optamos por um crescimento mais gradativo e sustentável. Se tivéssemos acelerado demais, estaríamos alavancados”, explica Avelar.

Para financiar o novo ciclo de lançamentos, a estratégia prevê a venda direta aos bancos da carteira de recebíveis provenientes das vendas de imóveis. O upgrade de rating deve contribuir para melhorar as condições de negociação com as instituições financeiras. “Todas as operações para sustentar esse crescimento já estão endereçadas. Agora, com o rating melhor, posso pressionar mais os bancos para ter uma taxa menor”, completa.

Com 48 anos de atuação, a Emccamp também passou recentemente por um processo de sucessão. No ano passado, os irmãos fundadores, Régis e Eduardo Campos, transmitiram a direção executiva aos filhos. Régis Campos deixou o cargo de CEO para assumir a presidência do conselho de administração, enquanto Eduardo assumiu a vice-presidência do colegiado.

Para Avelar, a combinação de um balanço robusto, a perspectiva de crescimento no segmento econômico e uma estrutura sucessória consolidada sustenta o posicionamento da companhia como uma das principais incorporadoras focadas na habitação popular, que é o segmento com maior demanda potencial no mercado residencial brasileiro. “Quero agradecer especialmente ao time da Emccamp pelo empenho, dedicação e busca constante pela melhoria contínua. Também estendo meu reconhecimento aos nossos parceiros comerciais, que têm sido fundamentais, com confiança e apoio irrestrito ao nosso negócio”, afirma o executivo.

Fonte: Revista Economia S/A

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