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22 de setembro de 2025

Déficit habitacional brasileiro cai para o menor nível da história

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Avanço reflete a força da produção imobiliária e a atuação do setor na defesa de políticas habitacionais

O Brasil alcançou em 2023 o menor déficit habitacional já registrado no país. De acordo com levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP), o déficit habitacional absoluto recuou de 6,21 milhões para 5,97 milhões de domicílios entre 2022 e 2023, o que representa uma queda de 3,8%. Os números já refletem o início das entregas de imóveis realizadas desde 2023, quando foi retomado o programa Minha Casa, Minha Vida. Já foram contratadas mais de 1,7 milhão unidades desde então, reforçando a importância dessa política habitacional para o país.

O déficit habitacional relativo também apresentou um recuo expressivo, passando de 10,2% em 2009 para 7,6% em 2023. Essa redução confirma o impacto positivo da produção imobiliária no atendimento às famílias brasileiras.

Importante destacar aqui o papel do Ministério das Cidades, sob liderança do ministro Jader Filho, para essa marca. O Ministério tem desempenhado um papel essencial ao promover ajustes importantes no Minha Casa, Minha Vida, que permitiram que mais famílias tenham acesso à casa própria. Entre eles, destacam-se a ampliação do público atendido, a criação da nova faixa para famílias de classe média e a melhoria das condições de financiamento.

Avanços estruturais no setor

O recuo do déficit habitacional demonstra que os esforços conjuntos do setor da construção e políticas públicas eficientes têm produzido resultados concretos.

A ABRAINC tem desempenhado um trabalho contínuo para aprimorar o programa, com acompanhamento dos principais indicadores, apresentação de estudos técnicos para ampliação do alcance e diálogo com governo, agentes financeiros e instituições públicas para garantir a sustentabilidade do FGTS e sua priorização para a produção de imóveis novos, ponto essencial para a redução do déficit.

Esse resultado histórico reforça que o Brasil está no caminho certo: a combinação entre produção imobiliária, políticas habitacionais consistentes e gestão responsável dos recursos do FGTS mostra-se capaz de transformar a vida de milhões de famílias.

Apesar do resultado histórico, o déficit habitacional ainda atinge milhões de famílias. O maior componente segue sendo o ônus excessivo com aluguel, que compromete mais de 30% da renda em 3,66 milhões de domicílios — equivalente a 61,3% do déficit total.

O avanço é inegável, mas o desafio permanece. Reduzir o peso do aluguel, ampliar o acesso ao crédito e assegurar moradia digna para todos são passos essenciais para consolidar, de fato, uma nova era habitacional no país.

Redação ABRAINC

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