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Copom eleva taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 11,25% a.a.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou, nesta quarta-feira (06/11), a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. Foi o segundo aumento consecutivo da taxa básica de juros. A decisão do colegiado foi unânime.
No comunicado, o Copom diz que o ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos. Em relação ao cenário doméstico, o colegiado afirma que o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo.
O comunicado diz ainda que a percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal tem afetado, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco e a taxa de câmbio.
O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo de aperto monetário serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, finaliza o comunicado.
Nota da ABRAINC
Em nota enviada à imprensa, a ABRAINC diz que a decisão foi tecnicamente necessária para conter a alta do dólar e a inflação. No entanto, os juros elevados impõem enormes desafios ao setor produtivo e, especialmente, à geração de empregos. Assim, é urgente conter os gastos públicos para alcançar uma situação fiscal mais equilibrada, que permita uma redução perene na taxa de juros, diz a nota.
Com o crédito mais caro, empresas e famílias enfrentam dificuldades adicionais, já que o aumento dos financiamentos limita o acesso a capital e restringe investimentos em setores que dependem de crédito. Como reflexo dessa pressão, o número de pedidos de recuperação judicial já chegou a 1,7 mil até setembro, representando um aumento de 73% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados da Serasa Experian. Esse dado revela uma piora no ambiente de negócios e evidencia a necessidade iminente de um ajuste fiscal no Brasil, finaliza a ABRAINC.
Redação ABRAINC
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