ABRAINC NEWS

7 de outubro de 2024

Construir no Rio e São Paulo é melhor do que ir para outros mercados, diz CEO da Cury em entrevista ao canal da XP

Compartilhar:

Fabio Cury diz que há espaço para crescer ainda mais nos dois principais centros urbanos do país

Uma das principais construtoras do país, a Cury já tem mais de 60 anos de atuação no mercado. Mas seu presidente explica que somente nos últimos dez anos é que ela obteve um exponencial crescimento no setor imobiliário.

Segundo o CEO, Fabio Cury, no Rio de Janeiro, junto com a Cyrela, ela é uma das maiores incorporadoras. “Nosso share no Rio não passa de 9%. Em São Paulo, também estamos entre as maiores, numa ordem 4% a 5% do share do mercado imobiliário”, diz o executivo, que participou do programa Expert Talks CEOs, no canal XP.

Ele afirma que se contabilizar somente o segmento de baixa renda onde a Cury atua, dobra-se o número de share nessas praças. A construtora opera somente nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo.

Fora do eixo Rio-São Paulo não compensa

“A gente tem muito caminho pela frente. Toda vez que a gente faz conta para ir para outros mercados, descobrimos que é melhor comprar um grande terreno na região que a gente já está”, afirma.

Tempos atrás, a Cury estudou o mercado de Porto Alegre. “Tem vários players lá. Fui várias vezes. Fui convidado por uma incorporada que tinha áreas na região e teria facilidade em empreender”, conta.

Mas a conclusão que chegou depois de várias idas e vindas à capital gaúcha é que face à concorrência de um novo produto, a companhia teria no máximo de R$ 250 a R$ 300 milhões por ano de VGV (valor geral de vendas) – enquanto um só empreendimento da empresa no Rio e São Paulo tem em média R$ 200 milhões de VGV.

“Esse valor é um terreno nosso em São Paulo, dois no máximo. Então, essas regionais que se vai fazer acaba tendo um comprometimento muito grande. Para nós, é muito mais fácil focar em um grande negócio (onde já está)”, explica.

Minha Casa Minha Vida

Sobre o Minha Casa Minha Vida (MCMV), Fabio Cury diz que a construtora segue focando na faixa de maior renda por ser um negócio mais favorável à empresa. No início do programa, a Cury dominava na faixa de menor renda.

“Toda vez que um programa é remodelado (como no governo atual) ele traz condições para demanda ficar alinhada com os nossos produtos. Ele está pronto com renda certa, valor certo, condições corretas, para fazer a venda e o repassa mais rápido possível”, diz.

“E os primeiros anos são sempre melhores porque ele vai ao longo do tempo se deteriorando um pouco. Então, tem que aproveitar o primeiro e segundo anos quando o teto está bom e as condições são melhores possíveis. E é o que estamos fazendo, aproveitando ao máximo de vendas e tirando o máximo dos produtos da prateleira”, afirma.

Desafio

Com espaço e foco para crescer, Fabio Cury considera essencial estar cercado de pessoas profissionais e capazes de poder acompanhar o avanço.

“A área que precisa de mais atenção hoje o tempo todo, por conta da produção de entrega, é a engenharia”, afirma.

“É claro que tudo cresce, mas a engenharia tem obras que precisam ser entregues com qualidade, no prazo, com assistência técnica. A gente não abre mão de estar com isso na ponta dos dedos. Isso precisa estar bem controlado e feito”, complementa.

Fonte: InfoMoney

Compartilhar:

Notícias relacionadas

14 de maio de 2026

Em Brasília, ABRAINC alerta para riscos à sustentabilidade do FGTS em reunião no Ministério do Trabalho

A diretoria da ABRAINC cumpriu agenda em Brasília nesta quarta-feira (13/05), com o secretário do Ministério do Trabalho, Carlos Augusto, para manifestar preocupação com a proposta de uso de recursos do FGTS para o programa Desenrola 2

Categoria:
14 de maio de 2026

Proposta de Código de Obras Padronizado Nacional é apresentada ao Ministério das Cidades

A ABRAINC apresentou, nesta quarta-feira (13/05), uma proposta para a criação de um Código de Obras Padronizado Nacional durante reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Desburocratização, Industrialização e Inovação da Secretaria Nacional

Categoria:
5 de maio de 2026

Valor Econômico destaca alerta da ABRAINC sobre uso do FGTS no Desenrola 2

Posicionamento da Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC) sobre a proposta de uso de recursos do FGTS no programa Desenrola 2 foi destaque em reportagem publicada pelo jornal

Categoria:
4 de maio de 2026

Uso do FGTS no Desenrola 2 pode custar até 107 mil empregos e 46 mil moradias populares

São Paulo, 4 de maio de 2026 – A Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC) manifesta preocupação com a proposta de liberação de recursos do FG

Categoria: