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25 de abril de 2022

Construções sustentáveis no mundo: a escola de Bambu em Bali

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Em meio a discussões sobre a mudança global do clima e sobre as políticas públicas para enfrentar os novos tempos, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021(COP-26) deu espaço para apresentar cases de construções sustentáveis no mundo. São exemplos que mostram que as habitações e os prédios também têm um papel importante na transformação do Planeta, mas formas variadas.

Cada exemplo é a mostra de que as construções sustentáveis no mundo estão cada vez mais possíveis e conectadas com as pessoas e merecem um olhar mais detalhado. O caso que trazemos hoje é a Green School em Bali, na Indonésia, que traz de maneira exemplar a escola para o seu papel de protagonista nas cidades. Construída para se tornar o “coração” da comunidade, ela foi batizada de Heart of School.

Construções sustentáveis no mundo, o caso de Bali



A Green School foi fundada em 2009 e teve design assinado pelos canadenses John Hardy e Cyntia Hardy. A construção foi feita com 99% de materiais naturais, especialmente o bambu, e tem formato de espiral, se inspirando nas casas feitas no local. Inclusive, a própria mão de obra local foi usada para construir o Campus, aproveitando todo o conhecimento e experiência da comunidade na forma de usar o bambu para erguer prédios. Só por este fato, a Green School reduziu os níveis de emissão de CO² (um dos gases causadores Efeito Estufa), evitando o deslocamento de equipes de fora do País, que utilizaria avião e outros meios de transportes não verdes.

Além de ter usado menos energia e CO² no processo construtivo, a operação do prédio demanda menos energia elétrica e consome menos carbono. De acordo com relatório enviado para a COP-26, a Green School não requer ar-condicionado, já que a forma que os bambus são usados torna o prédio naturalmente arejado, o que faz com que a escola use cerca de 2,4 mil kWh de eletricidade a menos que uma construção convencional.

Em formato de espiral, os prédios ainda são alimentados por fontes de energia renováveis, incluindo uma micro-hidrelétrica, energia solar e biodiesel. Apenas o prédio principal captura aproximadamente 267 toneladas de CO² por ano. Caso fosse usado concreto, seria o contrário: o lugar iria emitir 1,188 toneladas de CO².



O bambu foi usado não apenas para o acabamento da construção, mas também como andaime e armadura intermediária. Com isso, não foi necessário utilizar equipamentos pesados e guindastes, já que o bambu é leve o bastante para ser manuseado.

Desenvolvimento sustentável muito além da construção

 



A sustentabilidade do projeto se dá de forma transversal, indo além dos limites da construção em si. Os jardins da escola, por exemplo, são hortas, com mais de 30 variedades de arroz, frutas e vegetais, para as crianças aprenderem a se alimentar com os produtos que criam. Além de ser uma plataforma para ensinar, elas são também usadas para produzir comida para os professores e funcionários da escola – que são habitantes locais. Os restos de comida da escola vão para os animais da região e os alunos usam materiais biodegradáveis para apoiar a comida. Assim como aspecto social da Escola é importante, a construção sustentável também precisa pensar nas pessoas que a utilizam. A Green School tem 20% de alunos locais, que têm bolsas de estudos. Além disso, o estilo de ensino privilegia aulas práticas sobre sustentabilidade e estudos ambientais: pelo programa Trash for Class, por exemplo, os habitantes que levavam 5 quilos de lixo reciclável, ganhavam aulas de inglês. O programa, que começou em 2015, foi expandido e agora abarca 18 outras escolas em Bali. Vários outros projetos liderados pelos estudantes ajudaram a ter um grande e importante impacto positivo no ecossistema local. Somente no ano de 2017-2018, projetos de energia liderados por estudantes levaram à criação e instalação de sete novos sistemas de energia renovável implementados na escola.

Fonte: Habitability

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