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Consolidação fiscal melhora condições de financiamento da casa própria, diz Secretaria de Política Econômica
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No esforço de demonstrar os benefícios da consolidação fiscal num momento em que crescem as pressões para elevar gastos, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia divulgou hoje uma nota em que demonstra benefícios da queda dos juros para o financiamento da casa própria. Comparando com as condições de 2015, as prestações estão menores e o prazo, mais longo.
“A melhora das condições macroeconômicas beneficia toda a população”, disse o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida. “Quem compra a casa própria tem juros mais baixos e prazos mais longos, o que mostra os benefícios da consolidação fiscal são tangíveis.”
A nota intitulada Consolidação Fiscal Melhora Condições para Compra da Casa Própria diz que, para o financiamento de uma residência de valor mediano, as condições atuais reduzem a prestação em 25% quando comparado com as condições presentes no final de 2015.
“Ou seja, a família brasileira que gasta 14,3 SMs -salários mínimos- por ano para pagar sua moradia economizará quase R$ 4 mil todo ano devido aos resultados positivos da consolidação fiscal”, diz o texto.
A nota compara as condições de financiamento de um imóvel de R$ 169 mil em 2015, antes da consolidação, e agora. No passado, a prestação seria de R$ 1.245,00. Com as atuais taxas de juros, sai a R$ 925,00, uma economia em torno de 25% no valor desembolsado mensalmente pelo mutuário. O comprometimento de menor parcela dos rendimentos beneficia as famílias de menor renda.
O texto ressalta que o processo de consolidação fiscal iniciado em 2016, com a aprovação do teto de gastos, trouxe aumento da confiança e permitiu a redução sustentada da taxa de juros. Em meados de 2015, a taxa média dos financiamentos habitacionais era de 10,4% ao ano. No fim de 2020, havia recuado para 7,1% ao ano. Na mesma comparação, o prazo médio de financiamento passou de 130 meses para 150 meses.
Nos nove primeiros meses de 2020, as vendas de imóveis subiram 8,4% na comparação com igual período de 2019, informa a nota. Foi possível observar crescimento no número de imóveis financiados via Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e por meio de consórcios, o que demonstra a democratização dos financiamentos, segundo avalia o ministério.
“Pode-se salientar, desta maneira, que a ausência da consolidação fiscal comprometeria os ganhos obtidos e reverteria a tendência de longo prazo de condução do país a uma trajetória de crescimento mais sustentável", diz a nota. “Desta forma, torna-se imperiosa a necessidade de não se desviar do firme propósito de continuar a consolidação fiscal e as reformas econômicas estruturais, uma vez que tais ações têm se refletido na melhora do bem estar das famílias brasileiras, em especial no maior acesso à casa própria das famílias de menor renda.”
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