ABRAINC NEWS

16 de abril de 2025

Conselho do FGTS aprova criação de nova faixa do Minha Casa, Minha Vida voltada à classe média

Compartilhar:

Foram aprovadas também a atualização da renda das faixas existentes e novos tetos para os imóveis em municípios menores

O Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) aprovou nesta terça-feira (15/4) um conjunto de importantes mudanças no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), como a atualização das faixas de renda, novos tetos para os imóveis em municípios menores e a criação da faixa 4, destinada para a classe média.

Atualização das faixas de renda

  • Faixa 1: renda subirá de R$ 2.640 para R$ 2.850 mensais;
  • Faixa 2: de R$ 4.400 mil para R$ 4.700 mil;
  • Faixa 3: de R$ 8.000 para R$ 8.600.

Segundo estimativas da CAIXA, as mudanças devem beneficiar 100 mil famílias nas faixas 1 e 2, além de incluir outras 15 mil na faixa 3. Um aporte de R$ 15 bilhões do fundo social do pré-sal reforçará o orçamento da faixa 3.

Criação da Faixa 4

Com a inclusão dos recursos do fundo social do pré-sal, o CCFGTS aprovou a criação da Faixa 4, destinada a famílias com renda de até R$ 12 mil. Essa nova faixa permitirá financiamentos de imóveis de até R$ 500 mil, com taxa de juros de 10% ao ano e prazo de até 420 meses. O orçamento previsto é de R$ 30 bilhões, sendo metade de recursos do FGTS e metade de fontes privadas. A expectativa é atender 120 mil famílias.

Atualização dos tetos nos municípios menores

Outro avanço foi a equiparação dos tetos dos imóveis para municípios com até 100 mil habitantes, que passam a adotar o mesmo limite de municípios de até 300 mil habitantes. 

Equiparação das faixas

Os beneficiários das faixas 1 e 2 também passam a contar com teto de financiamento de até R$ 350 mil, nas mesmas condições da Faixa 3. Nesse caso, sem acesso a subsídios.

O presidente da ABRAINC, Luiz França, avalia que as mudanças são um avanço significativo na política de habitação do país. "Com as atualizações aprovadas e a criação da Faixa 4, o Minha Casa, Minha Vida passa a atender um público ainda maior, trazendo condições mais justas e acessíveis para a classe média realizar o sonho da casa própria".

De acordo com França, as medidas são fundamentais para reduzir o déficit habitacional, incentivar novos empreendimentos — que trarão mais desenvolvimento para as cidades –, e incluir no financiamento habitacional centenas de milhares de famílias brasileiras que não conseguem financiar hoje pelo SBPE por conta dos juros elevados.

A ABRAINC teve papel fundamental na articulação dessas atualizações no MCMV, contribuindo para a construção de soluções que ampliam o acesso à moradia e fortalecem o setor.

Redação ABRAINC

Compartilhar:

Notícias relacionadas

9 de junho de 2026

ABRAINC apoia manifesto em defesa da PEC 12 do Trabalho Flexível

Entidade se junta a organizações que representam mais de 40 milhões de empregos no Brasil em apoio à modernização das relações de trabalho

<

Categoria:
29 de maio de 2026

Novas restrições no Campo de Marte podem gerar prejuízo de R$ 25 bilhões para São Paulo em dez anos

Estudo da ABRAINC em parceria com o Secovi aponta que mudanças na operação do aeroporto impactam 90% da produção imobi

Categoria:
28 de maio de 2026

ABRAINC participa de audiência pública no STJ sobre solução extrajudicial em ações de consumo

Tema 1396 discute se consumidores devem comprovar tentativa prévia de solução antes de ingressar com ação judicial

Categoria:
26 de maio de 2026

ABRAINC defende transição mínima de 60 meses para mudanças na escala 6x1

O presidente da ABRAINC, Luiz França, concedeu entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (25/05) sobre os possíveis impactos da proposta de fim da escala 6x1 para o setor de incorporação imobiliária.

Na aval

Categoria: