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14 de dezembro de 2022

Concreto e cimento de baixo carbono ganham mais apoio

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Chamada “First Movers Coalition”, união de empresas e governos apoia cimento de baixo carbono em favor da sustentabilidade

O apoio à produção de concreto e cimento de baixo carbono foi ampliado durante a COP27. A “First Movers Coalition”, ou Coalizão de Pioneiros, que foi lançada na última Conferência do Clima de 2020, aumentou de 25 para 65 membros, incluindo grandes empresas e governos.  

A First Movers Coalition tem como objetivo juntar os setores público e privado para que se comprometam a reduzir emissões de gases de efeito estufa. “A vida humana está em risco agora”, disse John Kerry, ex-secretário de Estado norte-americano e líder da Coalizão, em sua apresentação no Egito. “No contexto do desafio da crise climática global, perdemos 10 milhões de pessoas por ano para o calor extremo. Antes eram cinco”, afirmou.

“Perdemos 15 milhões de pessoas por ano para a má qualidade do ar em todo o mundo, causada principalmente pela queima de carvão e pelas partículas que estão na atmosfera e que percorrem o planeta, as quais também caem no oceano quando chuvas e são responsáveis ​​por grande parte da acidificação e alteração da composição química do ecossistema. Portanto, tudo se complementa”, disse Kerry.

Cimento de baixo carbono na jogada

Em Davos 2022, a indústria do alumínio juntou-se aos setores de transporte marítimo, aço, caminhões e aviação, na First Movers Coalition. Na COP27, foi a vez dos segmentos de concreto e cimento. O cimento é o segundo produto mais usado na terra depois da água, e é responsável por cerca de 7% das emissões globais. Os membros da Coalizão se comprometeram a comprar pelo menos 10% de cimento e concreto zero carbono até 2030.

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O comprometimento equivale a US$ 12 bilhões, separado apenas para a compra e investimento em tecnologias que descarbonizam o ciclo de produção do cimento e do concreto. 

Para atender às necessidades de uma população global crescente, mais urbanizada e afluente, a produção deverá crescer em até 38% até 2050 — se nenhuma intervenção for feita para usá-la de forma mais eficiente por meio de design, reutilização e reciclagem. 

Os segmentos de materiais são a base para a indústria de construção, que deve crescer nos países em desenvolvimento nos próximos cinco anos. Apoiar a compra e também a produção de cimento de baixo carbono significa trabalhar ativamente para o crescimento sustentável da iniciativa.

“Uma vez que a demanda é criada, automaticamente os mercados trabalharão para reduzir os custos”, informou o CEO da ReNew Power, Sumant Shina.

“Esses pioneiros são desbravadores inacreditáveis aqui. Eles estão provando, para o resto do mercado, onde as pessoas hesitam em investir por vários motivos, que ainda estamos de pé. Funciona!”, finalizou Kerry.

Fonte: Habitability

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