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19 de dezembro de 2024

Censo 2022 revela transformações no perfil habitacional dos brasileiros

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Crescimento do aluguel e aumento do financiamento em faixas específicas são destacados em nova publicação do IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados preliminares do Censo Demográfico 2022 em relação às condições de ocupação dos domicílios brasileiros. Segundo o levantamento, em 2022, 72,7% da população brasileira residia em domicílios próprios (quitado, herdado, ganho ou ainda pagando), 20,9% em alugados, 5,6% em cedidos ou emprestados e 0,8% em outras condições de ocupação.

O destaque vai para o crescimento expressivo do percentual de brasileiros que vivem de aluguel, que aumentou 27,4% em comparação ao Censo 2010. Naquele ano, apenas 16,4% moravam em imóveis alugados, enquanto em 2000 esse número era de 12,3%.

Por outro lado, 72,7% dos brasileiros ainda vivem em imóveis próprios, com 9,1% em propriedades financiadas. O financiamento ganha relevância entre os brasileiros de 30 a 39 anos, atingindo o pico de 13,5% na faixa de 35 a 39 anos, fase associada à maior estabilidade financeira e à decisão de compra de um imóvel em detrimento do aluguel.

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Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes por condição de ocupação do domicílio, segundo os grupos de idade – Censo 2022 - IBGE

No recorte regional, o Centro-Oeste se destaca por apresentar a maior concentração de moradores em imóveis financiados, sinalizando uma demanda robusta na localidade. Este cenário reforça a necessidade de estratégias específicas do setor imobiliário, com foco na oferta de condições de financiamento mais acessíveis e no desenvolvimento de empreendimentos em regiões com alta demanda habitacional.

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Condição de ocupação do domicílio por região do país - Censo 2022 - IBGE

Os dados do Censo 2022 refletem tendências que devem orientar os investimentos do mercado imobiliário nos próximos anos. Com o aumento do aluguel e o destaque do financiamento em determinadas faixas etárias e regiões, o setor encontra oportunidades para atender um público em transformação, alinhado às demandas por flexibilidade e acesso à moradia própria.

Redação ABRAINC

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