ABRAINC NEWS

1 de fevereiro de 2022

Brasil tem alta de 24,6% nos lançamentos de imóveis em 2021

Compartilhar:

O País demonstra bom resultado de lançamentos de imóveis em 2021, com 107.390 unidades disponibilizadas ao mercado, uma alta de 24,6% em comparação com o ano anterior, segundo a pesquisa do Indicador ABRAINC-Fipe, realizada com dados compartilhados por 18 empresas associadas à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), considerando o intervalo de janeiro a outubro de 2021.

Nos últimos 12 meses, encerrados em outubro de 2021, foram 142.282 lançamentos, o que corresponde a um aumento de 20,8% em relação ao período precedente. Porém, no último trimestre móvel (agosto, setembro e outubro de 2021), o estudo mostra que foram lançados 38.680 imóveis, uma queda de 9,8% ante igual intervalo do ano anterior.

Segundo o Luiz França, presidente da ABRAINC, o setor teve um bom desempenho ao longo do ano. “Em 10 meses, as vendas superaram os lançamentos em 12%, o que mostra que o mercado imobiliário se mantém aquecido. No geral, os empreendedores estão otimistas com as perspectivas para 2022, mas atentos ao cenário econômico atual”, diz.

Vendas dos lançamentos de imóveis em 2021

Os dados mostram que foram comercializadas 119.866 unidades – alta de 7,5% em relação ao mesmo período de 2020. Considerando os últimos 12 meses, concluídos em outubro, somam 146.901 imóveis novos vendidos pelas incorporadoras, que contribuíram para um aumento de 10,3% em relação ao intervalo anterior.

Com recorte por trimestre móvel – acumulado dos últimos três meses -, foram comercializadas 34.376 unidades, que apresentaram um recuo de 13% sobre o volume transacionado no mesmo período de 2020. Nos respectivos horizontes, as vendas líquidas, excluindo-se as unidades distratadas – considerando vendas totais – tiveram crescimento de 9,1% no acumulado do ano e de 12,1% nos últimos meses. No trimestre móvel, a redução foi de 14%.

Distratos

Outro ponto da pesquisa no setor diz respeito à baixa relação entre distratos e vendas de unidades. No fim de 2018, quando foi publicada a lei de número 13.786/18 (Lei do distrato imobiliário), que estabeleceu parâmetros para a resolução de contrato de compra e venda de imóveis por desistência e por inadimplência, a relação distratos/vendas entre os imóveis de médio e alto padrão era próxima dos 50%. Já no último trimestre móvel (agosto, setembro e outubro de 2021), essa relação foi de 10% e ainda representou queda de 2,2% sobre o trimestre anterior.

Matéria publicada no Estadão

Compartilhar:

Notícias relacionadas

11 de março de 2026

Setor produtivo alerta para impactos da redução da jornada de trabalho em vídeo

Material assinado por mais de 125 entidades aponta que proposta pode elevar custos da construção e dificultar o acesso à casa própria

Categoria:
10 de março de 2026

Editorial: Redução da jornada de trabalho e os impactos negativos para a sociedade

A redução abrupta da jornada, sem ganho de produtividade, ameaça emprego, competitividade e o acesso à moradia

Saiba mais

9 de março de 2026

Mulheres à Obra 2026: setor da construção como aliado no combate à violência contra a mulher

Diante do avanço de casos de feminicídio no país, a quinta edição da campanha convida o setor a refletir sobre como contribuir para o enfrentamento à essa questão, r

Categoria:
25 de fevereiro de 2026

Estudo da ABRAINC sobre impactos do fim da escala 6x1 nos preços dos imóveis novos é destaque na imprensa


Categoria: