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30 de janeiro de 2023

Asfalto de plástico pode tirar 80 bilhões de embalagens do mar

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Produto que une urbanismo e reciclagem, o asfalto de plástico é testado em rodovias brasileiras, trazendo a economia circular para estradas

O plástico de embalagens ganha uma vida útil nas estradas brasileiras. O asfalto de plástico, feito a partir de restos de embalagens flexíveis, já é usado em rodovias brasileiras. O material significa não só menos poluição, mas também uma forma sustentável de se criar ruas.

A rodovia que recebeu o asfalto “turbinado” foi a Washington Luís, no trecho que liga as cidades de Rio Claro e São Carlos, no interior paulista. Quase 200 mil embalagens plásticas foram utilizadas para pavimentação dos quilômetros 170 e 171.

Mais na estrada, menos no mar

“As estradas do Brasil têm mais de 1,7 milhão de km, mas somente pouco mais de 211 mil km são pavimentados, o que representa 12,3% do total. Se essa tecnologia fosse utilizada em todas as rodovias asfaltadas, mais de 80 bilhões de embalagens plásticas poderiam ser eliminadas do meio ambiente“, disse Renata Pimentel, cientista de Suporte Técnico e Desenvolvimento de Aplicações para plásticos da Dow, em entrevista ao UOL. 

A redução de resíduos é um ponto essencial deste projeto. De acordo com pesquisas, se tudo continuar da forma em que está, até 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. É preciso pensar em soluções que tragam novos usos para o plástico inteiro -lembrando que uma garrafa de plástico, por exemplo, leva entre 400 e 500 anos para se decompor. 

Asfalto de plástico: como é feito?

As chamadas “plastic roads” já estão em quilômetros de estradas na Cidade do México. Por lá, 250 mil embalagens plásticas flexíveis, ou uma tonelada de plástico, foi usada para a pavimentação.  

“Aproveitamos o plástico pós-consumo produzido, coletado e reciclado em um trecho de rodovia que apresentará melhor desempenho em relação ao asfalto convencional. Assim, estamos dando uma segunda vida ao plástico e gerando valor por meio de sua aplicação”, ressaltou Ivan Trillo, Gerente de Sustentabilidade da Dow, em entrevista ao site Ciclo Vivo.

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Fotos: Divulgação – Dow

Embalagens flexíveis são lavadas, cortadas e moídas, e só então são misturadas às pedras aquecidas, para ganharem a consistência de asfalto.

A composição misturada entrega 30% a mais de durabilidade e performance no asfalto, o que ajuda a evitar deformações e rachadoras nas ruas e estradas, proporcionando maior durabilidade e vida útil para as estradas.

Fonte: Habitability

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