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18 de agosto de 2020

Após recurso do senador Rodrigo Pacheco, Aneel derruba reajuste da Cemig

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta terça-feira, que vai acatar parcialmente o recurso contra o reajuste das tarifas de luz cobradas pela Companhia Energética de Minas (Cemig). A decisão, tomada pela diretoria do órgão regulador, elimina o aumento médio previsto para este ano, que era de 4,27%.


Consumidores de linhas de baixa tensão, como as residências, terão desconto médio de 0,82% em suas contas. Indústrias e outros clientes usuários das redes de alta tensão, por outro lado, deverão ter aumento de, aproximadamente, 1,89% no valor pago mensalmente. A decisão tem efeito imediato e, assim, entra em vigor assim que publicada no Diário Oficial da União (DOU).


Para tornar nula a previsão de reajuste, a Cemig devolverá aos consumidores, por meio de descontos, cerca de R$ 714,3 milhões. O montante é referente ao pagamento feito pelos clientes, entre 2008 e 2011, da quantia ligada ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).


Em 2019, a companhia ganhou na Justiça o direito de receber o crédito gerado. Do total de R$ 6 bilhões, R$ 1,2 bilhão já foram repassados à Cemig, por meio de depósito judicial. Parte desse dinheiro será usado como substituição ao reajuste da tarifa de energia este ano. Os outros R$ 4,8 bilhões já foram homologados pela Receita Federal, faltando apenas a liberação.


A ideia de barrar o reajuste partiu do Conselho de Consumidores da Cemig Distribuição (Concemig). O senador mineiro Rodrigo Pacheco (DEM), o deputado federal Weliton Prado e o parlamentar estadual Elismar Prado (ambos do Pros-MG) fizeram o mesmo pedido.



“Não faria o menor sentido aumentar a taxa de energia elétrica durante o período de pandemia. Ainda mais quando existe um crédito que precisa ser devolvido a quem tem direito. Esse recurso não é da Cemig, mas do consumidor de Minas Gerais”, pontuou Pacheco.

Histórico


O pedido da concessionária mineira à Aneel foi feito no início deste mês. À época, o governador Romeu Zema (Novo) enalteceu a decisão, sobretudo por conta dos efeitos que a pandemia do novo coronavírus impõe às famílias de baixa renda.


“Desde o início da pandemia, todos os mineiros foram impactados, muitos perderam o emprego, muitos perderam a renda. Então, tudo que for para ajudar as famílias é importantíssimo”, afirmou.


Fonte: Estado de Minas

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