ABRAINC NEWS

4 de junho de 2025

Apesar da Selic alta, mercado imobiliário tem motivos para otimismo, diz diretor da ABRAINC no Construsummit

Compartilhar:

Renato Lomonaco destaca fatores macroeconômicos e resiliência do setor

Durante sua participação no Construsummit 2025, nesta quarta-feira (04/6), Renato Lomonaco, diretor de Assuntos Econômicos da ABRAINC, apresentou uma análise detalhada sobre o cenário macroeconômico e perspectivas para o mercado imobiliário. Sua palestra, realizada na trilha "Gestão Financeira: repensando o modelo de negócio no cenário atual", ressaltou como o setor mantém um bom desempenho, apesar dos desafios impostos pelos juros elevados.

https://cdn.abrainc.org.br/files/2025/6/03fac6d7-bf0b-48bd-819b-8f312f162c3d.webp

Renato Lomonaco apresenta perspectivas do mercado imobiliário no Construssumit. Foto: Divulgação Construssumit

Lomonaco destacou que um mercado imobiliário saudável depende de três pilares: emprego, renda e juros baixos. Embora a taxa Selic esteja em 14,25% ao ano — um patamar elevado —, o setor da construção civil segue resiliente, impulsionado por outros fatores macroeconômicos positivos.

“O desemprego caiu quase pela metade desde 2021 e este é um critério de vendas importante”, pontuou Lomonaco, lembrando que a taxa de desocupação atingiu seu menor nível trimestral desde 2012. Ele ressaltou ainda que, historicamente, quando a economia brasileira vai bem, a construção civil impulsiona esse movimento.

Além disso, Lomonaco ressaltou que o aumento expressivo no valor dos aluguéis — uma alta de 63,6% desde 2020, frente a uma inflação acumulada de 33,5% — torna a compra de imóveis ainda mais atrativa para investidores e compradores. “O avanço no preço do aluguel é um dos principais motivos apontados em pesquisa sobre intenção de compra. A isso se soma o boom demográfico. Ou seja, observamos uma demanda crescente por imóveis no Brasil”, explicou.

Apesar do cenário favorável em diversos aspectos, Renato Lomonaco não deixou de destacar o maior desafio do momento: os juros. “Se a gente tivesse juros mais baixos, a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) seria maior”, afirmou. Ainda assim, ele acredita que, com uma boa gestão financeira, as empresas conseguem mitigar esse obstáculo e aproveitar melhor as oportunidades do setor.

Redação ABRAINC, com informações do Estadão

Compartilhar:

Notícias relacionadas

5 de maio de 2026

Valor Econômico destaca alerta da ABRAINC sobre uso do FGTS no Desenrola 2

Posicionamento da Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC) sobre a proposta de uso de recursos do FGTS no programa Desenrola 2 foi destaque em reportagem publicada pelo jornal

Categoria:
4 de maio de 2026

Uso do FGTS no Desenrola 2 pode custar até 107 mil empregos e 46 mil moradias populares

São Paulo, 4 de maio de 2026 – A Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC) manifesta preocupação com a proposta de liberação de recursos do FG

Categoria:
29 de abril de 2026

ABRAINC vê redução da Selic como positiva, mas defende aceleração do ciclo para impulsionar economia

A ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras) considera acertada a nova redução da Taxa Selic para 14,50% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (29/04) pelo Comitê de Política Monetária

Categoria:
24 de abril de 2026

Escala 6x1: Presidente da ABRAINC alerta sobre aumento de preços e impactos negativos à população 

Em entrevista ao vivo à BandNews TV nesta quinta-feira (23/04), Luiz França, presidente da ABRAINC, alerta sobre aumento de preços e impactos negativos à população com a redução da jornada de trabalho, e defende que proposta

Categoria: