A ABRAINC e empresas associadas foram destaque em reportagem da revista Exame sobre o avanço da agenda de sustentabilidade na construção civil brasileira. A matéria mostra como grandes incorporadoras vêm conciliando crescimento do setor com redução de impacto ambiental e maior eficiência no uso de recursos.
O presidente da ABRAINC, Luiz França, destacou que o Brasil possui vantagens estruturais que permitem ao setor crescer com menor intensidade de carbono. No país, a construção civil responde por cerca de 5,3% das emissões nacionais, enquanto em outros mercados esse percentual pode chegar a 40%, resultado de fatores como a matriz elétrica majoritariamente renovável e condições climáticas favoráveis. Ele explica que o foco atual deve ser converter essas vantagens estruturais em uma estratégia industrial de baixo carbono que envolva toda a cadeia de suprimentos.
A reportagem apresenta também exemplos de iniciativas adotadas por empresas associadas. A Tegra, por exemplo, reduziu em cerca de 20% a intensidade de carbono por metro quadrado construído entre 2020 e 2024, ao mesmo tempo em que ampliou sua produção e entregas de empreendimentos.
Já a MRV reduziu significativamente as emissões por unidade produzida, passando de 5,89 toneladas de CO₂ em 2022 para 3,17 toneladas em 2024, além de registrar redução absoluta de emissões no período mais recente analisado.
As iniciativas incluem ainda gestão de resíduos, uso de materiais com menor pegada de carbono, reaproveitamento de recursos e incorporação de soluções de eficiência energética e hídrica nos empreendimentos.
De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, a incorporação de critérios ambientais e de eficiência desde a fase de projeto permite reduzir custos operacionais ao longo da vida útil dos empreendimentos, além de aumentar a competitividade das empresas e o acesso a financiamentos sustentáveis.
A matéria reforça que, diante do déficit habitacional estimado em cerca de 6 milhões de moradias no Brasil, a expansão do setor é uma necessidade social — e que o país reúne condições técnicas e estruturais para avançar nesse crescimento com menor intensidade de carbono.
Redação ABRAINC