Maio 2026
Indicadores ABRAINC-Fipe mostram demanda
aquecida por imóveis no início de 2026
Vendas avançam 11,4% nos quatro primeiros meses do
ano, mesmo em um cenário de crédito restritivo; Minha Casa, Minha Vida lidera
crescimento
Os Indicadores
ABRAINC-Fipe mostram que as vendas de imóveis novos cresceram 11,4% entre
janeiro e abril de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de
informações compartilhadas por 20 incorporadoras associadas à ABRAINC, o
levantamento aponta que o desempenho foi impulsionado pelo Minha Casa, Minha
Vida, que registrou alta de 17,1% no volume de unidades comercializadas – evidenciando a centralidade da política
pública para a moradia.
Em termos reais, as vendas cresceram 2,4% no período.
O Minha Casa, Minha Vida avançou 9,7%, enquanto o segmento de Médio e Alto
Padrão recuou 10,3%.
O crescimento das vendas ocorreu mesmo em um período
de redução dos lançamentos. Entre janeiro e abril, o número de novas unidades
lançadas caiu 3,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025. No Minha Casa, Minha
Vida, a retração foi de 6,4%, enquanto o segmento de Médio e Alto Padrão
registrou alta de 14,6%.
"Os Indicadores ABRAINC-Fipe deixam claro que a
demanda por imóveis continua forte no Brasil, mesmo diante de um dos ambientes
de crédito mais restritivos dos últimos anos. O brasileiro continua querendo
comprar um imóvel. O que limita um crescimento ainda maior não é a falta de
demanda, mas o elevado custo do crédito, que dificulta o financiamento das
famílias, reduz novos investimentos e restringe a oferta de moradias. Juros
menores significam mais acesso à casa própria, mais investimentos, mais
empregos e mais crescimento para o país", afirma Luiz França, presidente
da ABRAINC.
Ao final de abril, a oferta de imóveis alcançou 151,5
mil unidades, alta de 14,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, volume
equivalente a 11,7 meses de comercialização, patamar considerado equilibrado
para o mercado.
No Minha Casa, Minha Vida, a oferta cresceu 25,5% em
12 meses e atingiu 114,4 mil unidades, equivalentes a 11,2 meses de
comercialização. Já no segmento de Médio e Alto Padrão, o estoque disponível
recuou 6%, para 30,8 mil imóveis, volume correspondente a 13,6 meses de vendas.
Ambos os dados são considerados
saudáveis para equilíbrio entre oferta e demanda no setor.
O indicador de Vendas Sobre Oferta (VSO) trimestral
ficou em 25,6% em abril, apenas 0,5 ponto percentual abaixo do registrado no
mesmo mês de 2025. No segmento de Médio e Alto Padrão, o índice alcançou 22,1%,
alta de um ponto percentual em 12 meses. No Minha Casa, Minha Vida, a VSO foi
de 26,8%, recuo de 1,4 ponto percentual na mesma base de comparação.
As entregas de imóveis novos diminuíram 16,3% entre janeiro e abril de 2026. A retração foi de 7% no Minha Casa, Minha Vida e de 50,6% no segmento de Médio e Alto Padrão.
